O pacto recentemente firmado entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso foi o tema do mais recente artigo do jornalista Augusto Nunes publicado na Revista Oeste. O colunista lembra da civilidade com que FHC sempre dispôs aos adversários. “Faz quase 20 anos que Fernando Henrique trata como um viveiro de delinquentes juvenis perfeitamente recuperáveis o bando que nele enxerga seu Grande Satã”, escreveu Augusto. Leis os trechos que constatam as afirmações registradas no texto:
1) “Lula encomendou a Dilma e a Erenice Guerra algum truque diversionista que reduzisse o imenso buquê de holofotes que clareavam o escândalo da gastança com cartões corporativos do governo federal. (O ministro Orlando Silva, por exemplo, usara o dele até para comprar tapiocas vendidas por menos de dez reais.) Submissas, as duas amigas produziram um papelório abjeto que tentava transformar Fernando Henrique e Ruth Cardoso em perdulários incuráveis, decididos a torrar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas inacessíveis a 99% dos brasileiros.”
3) “Os militantes tucanos são especialistas em rendição sem combate, e o presidente de honra do partido prefere acreditar que é possível dançar minueto com quem nunca foi além do axé, ou conversar em francês com quem trata o português a socos e pontapés. Faz quase 20 anos que Fernando Henrique trata como um viveiro de delinquentes juvenis perfeitamente recuperáveis o bando que nele enxerga seu Grande Satã. Vive levando um carrinho por trás quando ainda está com a mão estendida.”

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