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Voto ‘impresso’: Temos de usar o tempo para reconstruir a maioria, diz presidente da comissão



O presidente da comissão especial do voto auditável, deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), ressaltou a necessidade de mais articulação pela medida. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da impressão do comprovante do voto deve ser votada na quinta-feira 15. O texto estava marcado para a semana passada, porém, os defensores decidiram adiar sua apreciação, com a finalidade de angariar apoio. Conforme noticiou Oeste, líderes partidários trocaram do colegiado congressistas a favor do texto.

“É preciso usar o tempo para reconstruir essa maioria”, declarou Martins. “Após o movimento do Supremo Tribunal Federal e a consequente mudança de posição de diversos partidos, a situação não é favorável à tese”, acrescentou. Ministros da Corte e caciques partidários estão em uma cruzada de modo a impedir que as urnas sejam auditáveis. A PEC em discussão, na Câmara, prevê a instalação de uma impressora nas urnas eletrônicas. Assim, um comprovante é emitido, o eleitor verifica, confirma e o documento cai numa urna.

Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard [uma espécia de pen drive]”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Revista Oeste

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