A Shell, maior multinacional de energia em operação no Brasil, desembarcou no Rio Grande do Norte esta semana em busca de soluções de P&DI – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – em uma das frentes de expansão em que está de olho no país: a eólica offshore (no mar).
O objetivo é conhecer a experiência do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) em contribuição para o desenvolvimento tecnológico da área. “A Shell agora está publicamente posicionada também como empresa de geração de energias renováveis e não apenas de óleo e gás.”
A nova marca da Shell vai produzir e comercializar energia elétrica limpa por usinas solares e eólicas, e energia de baixo carbono por térmicas a partir do gás, além de oferecer produtos ambientais como Certificados de Energia Renovável e compensações de carbono. É um passo, segundo a Shell, dentro do que chama de “ambiciosa meta de zerar as emissões líquidas da empresa até 2050” e que já inclui, por exemplo, investimentos anunciados em geração de energia solar.
Na visita ao RN, os executivos mergulharam em dados levantados pelo Instituto e em mapas que mostram o potencial já conhecido do setor eólico no estado, o maior produtor desse tipo de energia em terra no país e o que mais tem investimentos previstos. As respostas que a equipe tem e busca sobre a possível geração do país no mar também entraram em destaque na pauta do encontro.
O setor é objeto de estudos dos pesquisadores do Senai potiguar há mais de 10 anos e, para investidores dessa indústria, começa a despontar com força como possibilidade de negócio. Para se ter ideia, só até agosto, 23 projetos estavam com processos de licenciamento ambiental abertos no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), distribuídos em sete estados, principalmente na região Nordeste. Eles somam uma potência total de 46,63 Gigawatts (GW) – mais que o dobro da capacidade total instalada atualmente em parques eólicos em terra no país, que segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), chega a 19,1 GW.
A Shell ainda não está nessa lista de investidores, mas os planos estão em desenvolvimento de olho especialmente no offshore. A companhia não revela ainda quais seriam as regiões preferenciais para possíveis investimentos. O momento é de coleta de informação e de acompanhamento das movimentações no mercado.
Ainda não existe legislação do offshore, um regulamento bem definido, e assim como outras empresas, a Shell vem acompanhando para ver como isso pode potencialmente se transformar em oportunidade. Isso inclui a questão da mudança de portfólio da empresa, ampliando o portfólio de geração de energia, e a área de pesquisa e tecnologia precisa acompanhar.
Fonte das informações: Senai/RN

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