Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, assinaram uma carta pública, ao lado de outros líderes esquerdistas, em que pedem a libertação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O documento foi divulgado no domingo 12 por uma organização de esquerda denominada Grupo de Puebla.
Segundo a carta, a prisão de Assange é um “triunfo da opressão, do silêncio e do medo”.
Além de Lula e Dilma, o texto é assinado por diversos líderes políticos da América Latina, entre os quais os ex-presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, e da Colômbia, Ernesto Samper. O petista Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, também é signatário.
O australiano de 50 anos enfrenta nos Estados Unidos pelo menos 17 acusações criminais, incluindo uma violação da lei de espionagem e conspiração para invadir computadores do governo. Assange pode receber uma pena de 175 anos de prisão.
Na semana passada, a Justiça britânica confirmou que o fundador do WikiLeaks pode ser extraditado para os EUA.
Em 2016, Assange publicou milhares de mensagens secretas da campanha da então candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, adversária de Donald Trump nas eleições daquele ano.
De acordo com a carta assinada pelos políticos esquerdistas, a possível extradição de Assange é “um grave erro judicial” que abriria precedentes contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.
“A decisão do Tribunal de Westminster (Reino Unido), de 10 de dezembro de 2021, que possibilita a extradição de Julian Assange aos EUA, não é apenas um grave erro judicial que põe em risco sua vida, como sua advogados de defesa, mas uma decisão que abre sérios precedentes na violação do direito humano à liberdade de expressão e informação”, diz o texto corroborado por Lula e Dilma.
Assange está sob custódia no Reino Unido desde abril de 2019. Antes, ele tinha ficado sete anos na embaixada do Equador na capital britânica para evitar uma extradição para a Suécia, pedida em 2010, em um caso de agressão sexual que viria a ser arquivado em 2017.
Ele está há dois anos e meio na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh.
Revista Oeste

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