Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a busca por um candidato a vice-presidente em sua possível chapa à reeleição em 2022. Em entrevista ao programa Hora do Strike, da Gazeta do Povo, o chefe do Executivo admitiu que pode convidar um representante do Nordeste ou de Minas Gerais para ocupar o posto no ano que vem.
Ainda segundo Bolsonaro, seu vice pode também ser um militar, repetindo a estratégia adotada nas eleições de 2018, com o general Hamilton Mourão, atual vice-presidente da República.
Bolsonaro já admitiu publicamente que dificilmente a chapa vitoriosa nas eleições de 2018 se repetirá em 2022. Mourão é cogitado como possível candidato a governador do Rio de Janeiro ou a senador pelo Rio Grande do Sul.
“A gente não está pensando em ter uma chapa para ganhar eleição e depois não poder governar”, afirmou o presidente. “Isso é horrível, é péssimo, ter um vice que atrapalha. Então, um vice que estamos trabalhando pode ser um general de quatro estrelas também”, completou.
De acordo com Bolsonaro, a escolha por um nome deve ser sacramentada no início do ano que vem. “Vai acontecer em março, talvez um pouco depois a gente anuncia o nome dele. Um nome que agregue e dê respeitabilidade à nossa chapa”, disse.
No início da semana, Bolsonaro se irritou ao comentar notícias que especulavam o nome do general Braga Netto, ministro da Defesa, como possível candidato a vice no ano que vem.
Críticas ao STF
Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro rechaça a tese de que “o presidente pode tudo”. “A gente vive bastante limitado. Eu acho que, no mundo todo, um dos presidentes que menos podem sou eu”, brincou.
O presidente da República voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É um abuso. Ele está no quintal de casa, será que ele vai entrar? Será que vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele, quem está avançando é ele, não sou eu”, afirmou Bolsonaro, referindo-se a inquéritos dos quais é alvo e que foram instaurados pelo magistrado na Corte.
Revista Oeste

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