O trabalho duro dos exorcistas

30 a 50 casos são atendidos diariamente e é preciso separar quem está com um distúrbio mental de quem foi "possuído pelo diabo"



O jornal britânico The Times publicou na edição de hoje uma reportagem sobre o trabalho constante de exorcistas na Itália. Um deles, o padre Giuseppe Bernardi fala de uma mulher que saltava sobre os bancos de uma igreja em Vicenza e xingava os monges, inclusive em latim. A mulher ficou tão fora de controle que a polícia teve que evacuar o templo. Ela de repente caiu num sono profundo – o que, segundo o padre Bernardi, pode ser um sinal de “libertação  do diabo”. As cenas parecem tiradas do filme O Exorcista, de 1973.

Um dos maiores problemas enfrentados, segundo recente pesquisa, é atender de 30 a 50 casos diários e separar os casos de problemas mentais dos de “possessão demoníaca” propriamente ditos. Outra tarefa difícil foi exorcizar pessoas testadas positivamente para covid.

Vômito de unhas

A matéria do Times informa que a Regina Apostolorum, uma universidade religiosa aprovada pelo Vaticano, está realizando seu 16o curso de exorcismo em Roma. Seus 120 participantes aprendem a identificar que alguém está possuído quando demonstra uma força física incomum, começa a falar em latim, hebraico e aramaico e a “vomitar unhas”.

Uma recente pesquisa descobriu que existem pelo menos 290 exorcistas na Itália, 37 na Espanha, 19 no Reino Unido e nove na Irlanda. Segundo um dos especialistas, “muitos dos potencialmente possuídos vistos na Espanha passaram algum tempo com grupos espirituais, New Age ou de meditação”.


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