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Ministro do TSE manda Lula remover da campanha trechos de live com artistas

Campanha de Bolsonaro acusou ex-presidente de abuso de poder




O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que sejam removidos do canal oficial de Lula no YouTube trechos do ato realizado com artistas, no Anhembi (SP), na segunda-feira 26. As imagens que o juiz suspendeu mostram os artistas cantando jingles do petista.

Gonçalves analisou um pedido da defesa do presidente Jair Bolsonaro, para que a Corte proibisse todas as imagens do ato. Segundo o ministro, a reprodução das músicas pode desequilibrar a disputa à Presidência da República.

“Mostra-se prudente restringir a exploração, na propaganda eleitoral, dos momentos do ato de 26/09/2022 no Anhembi em que artistas executaram jingles ao vivo”, observou Gonçalves. “Isso porque, tendo em vista a magnitude da estrutura montada e o ineditismo do tema, os trechos das performances musicais, ainda que não contemplem repertório comercial, podem produzir efeitos anti-isonômicos na disputa eleitoral, que devem ser inibidos.”

Dessa forma, o juiz do TSE determinou a Lula “não a retirada integral do vídeo de cobertura do evento, difundido nas redes dos investigados e compartilhadas por terceiros, como pleiteiam os autores, mas, sim, que o material seja editado para excluir as passagens que neste momento se mostram objeto de controvérsia relevante quanto a sua licitude”.

A defesa de Bolsonaro argumentou que houve abuso de poder político por parte de Lula, e que o petista tentou induzir o eleitor a acreditar que tem o apoio de toda a classe artística. “A estratégia de realizar evento dessa magnitude, às vésperas do pleito, impossibilita que os demais candidatos, como Bolsonaro, apresentem oposição política proporcional”, sustentaram os advogados.

Participaram do ato Caetano Veloso, Chico Buarque, Daniela Mercury, Emicida, Pabllo Vittar, Duta Beat, entre outros artistas. Famosos estão em campanha pró-Lula, na iniciativa “vira voto”.

Revista Oeste

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