“A inércia do parlamento, naturalizada ao longo dos últimos anos, favorece a hipertrofia de outros Poderes e ameaça a normalidade democrática brasileira. O Congresso não pode furtar-se de combater o retrocesso e revanchismo que o atual governo petista tenta impor aos brasileiros.”
Enquanto ainda questionava o resultado da Eleição presidencial e incentivava os acampados do QG a se manterem lá, Valdemar Costa Neto negociava o apoio de Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos deputados (e candidato à reeleição), à candidatura do PL para a Casa Alta. Em jantar, que contou com a presidência do ex-presidente derrotado nas urnas, o cacife da sigla disse que “não há hipótese” de Lira — que lá já fazia sua campanha — não apoiar a eleição de Marinho.
Pacheco chegou ao posto atual com apoio de Bolsonaro, mas se descolou do ex-presidente ao longo da legislatura e hoje tem o apoio de Lula.
O PL também tenta se descolar do bolsonarismo desde os atos golpistas de 8 de janeiro, mas ainda filia os filhos do ex-presidente no Congresso Nacional, além de seis ex-ministros do antigo governo agora parlamentares eleitos.
“Como evidenciado pelos resultados das urnas, a população clama por um Senado mais ativo, diligente e atuante, que enfrente e debata abertamente temas relevantes para o nosso país”, afirmou Marinho.
“Nossa missão à frente do Senado é clara: garantir a defesa de um legado econômico e social que fomenta o progresso e a modernização, e que avance na defesa das liberdades de todos os brasileiros.”
Apesar de falar em defesa da liberdade, bolsonaristas em campanha por Marinho tem assediado parlamentares indecisos ou que apoiam Pacheco. “Se você é mãe, pense em seus filhos. Repense o seu voto”, diz uma das mensagens encaminhadas a uma congressista.
O Antagonista


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