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A repercussão da manobra de Pacheco

 Presidente do Senado decidiu adiar a leitura do pedido de instauração da CPMI do 8 de janeiro


Com sua decisão, Pacheco ajudou Lula | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo


O nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aparece nos trending topics do Twitter nesta terça-feira, 18. Também há imagens dele circulando em todas as redes sociais. O motivo? Para ajudar Lula, o presidente do Senado rasgou o próprio compromisso público em realizar uma sessão no Congresso nesta terça-feira, que, dentre outros assuntos, seria destinada à leitura do pedido de instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das manifestações do 8 de janeiro.

Diversos parlamentares se manifestaram sobre as razões de o governo Lula resistir tanto em investigar o que ocorreu naquele dia.

“A lei determina a sessão congressual para a apreciação dos vetos”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN) a Oeste. “Ainda prevê a leitura da CPMI, caso haja o número de assinaturas. O governo está amedrontado e teme o resultado da comissão.”

A seguir, a repercussão dos parlamentares sobre a decisão de Pacheco

Diz o deputado federal Delegado Palumbo (MDB-SP): “Qual o medo? Por que não querem? O desespero do governo se torna tão claro que nos faz acreditar que há algo obscuro, não revelado durante a invasão do Congresso. Há também a covardia de deputados que retiraram a assinatura sem justificativa alguma”. 

“É um desrespeito com o Parlamento, com o Senado e com a Câmara”, disse o deputado federal André Fernandes (PL-CE), autor da CPMI, em entrevista a Oeste. “Não tem outra solução que não seja obstruir totalmente. Não votaremos nada até que aconteça a sessão do Congresso.” 

 


Ajuda a Lula

Pacheco rasgou sua palavra e adiou a sessão do Congresso que, entre outros itens, seria destinada à leitura do pedido de abertura da CPMI. A nova data: 26 de abril.

A intenção de Lula é conseguir que 24 deputados retirem suas assinaturas até a próxima terça-feira — a lista tem 194 assinaturas, de 171 necessárias. No Senado, a chance de recuo de um dos 37 senadores é mínima — são exigidos 27.

Revista Oeste 

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