Makenzie Lystrup escolheu a obra Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan
A nova diretora da Agência Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), Makenzie Lystrup, fez seu juramento com a mão esquerda apoiada sobre o livro Pálido Ponto Azul, do cientista e escritor Carl Sagan. A cena é incomum. Em cerimônias desse tipo, os profissionais tendem a escolher a Bíblia.
Em entrevista ao site Futurism, Makenzie Lystrup disse que se inspira no cientista norte-americano. Ela afirmou também que Sagan tinha uma “vontade incansável” de transmitir conhecimento científico para a população.
“Imagination will often carry us to worlds that never were, but without it we go nowhere.” — Carl Sagan
— NASA Goddard (@NASAGoddard) April 10, 2023
Goddard has a new center director! Last week Dr. Makenzie Lystrup was sworn in on Carl Sagan's "Pale Blue Dot" and we're feeling the #MondayMotivation. https://t.co/xQiET8fMpa pic.twitter.com/KbrPupeLup
“Como muitos astrônomos e cientistas especiais, minha paixão por esse universo começou quando era criança e assistia ao Cosmos, de Carl Sagan, na televisão aberta”, contou a nova diretora da Nasa. “Sagan trabalhou muito para tornar a ciência acessível e significativa para todos.”
Makenzie Lystrup disse que escolheu o Pálido Ponto Azul porque a obra destaca a importância de explorar o universo. “Pareceu apropriado incluí-lo na cerimônia, dado o seu significado pessoal para mim e para a forma como sua mensagem ressoa no trabalho no trabalho que fazemos na Nasa.”
A agência espacial publicou a imagem da cerimônia de posse em 10 de abril, no Twitter. E celebrou a escolha de Makenzie Lystrup com uma frase de Sagan: “Muitas vezes, a imaginação nos leva a mundos que nunca existiram. Mas, sem ela, não vamos a lugar nenhum”.
Igreja versus Estado, Bíblia e ciência
A legislação norte-americana permite que os profissionais selecionem livros diversos para os juramentos. A escolha da Bíblia, embora comum, não é obrigatória. Nos Estados Unidos, há separação entre Igreja e Estado.
O artigo 2º, § 1º da Constituição Federal dos EUA trata do juramento de posse do presidente e determina o texto que deve ser lido. No entanto, não há menção sobre o uso obrigatório do Livro Sagrado durante o ato.
Revista Oeste


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