Ministra do Meio Ambiente alega que faltam fiscais no Ibama
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que o desmatamento recorde na Amazônia e no Cerrado no primeiro trimestre do governo Lula é culpa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre janeiro e março, a região teve o segundo maior desmatamento já registrado desde 2016, quando começou a série histórica feita a partir do sistema de alertas do Deter, que registra a cobertura florestal. O sistema é gerenciado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Já no Cerrado, cuja série histórica começou em 2019, o primeiro trimestre do governo Lula bateu recorde de devastação.
Nesses três meses em que Marina é ministra do Meio Ambiente, 1,4 mil quilômetros quadrados (km²) de vegetação foram perdidos no Cerrado e 850 km² na Floresta Amazônica. Em fevereiro, quando houve recorde de desmatamento na Amazônia para aquele mês, a ministra atribuiu o aumento a um ato de revanche.
Para a ministra, no entanto, a culpa é da gestão anterior, que reduziu o número de fiscais ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em entrevista à CNN na noite de segunda-feira 10, ela disse que quando deixou o Ministério do Meio Ambiente, em 2008, havia 1,7 mil fiscais e, agora, haveria somente 700.



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