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Cidade registrou primeira queda no número de habitantes desde que teve seus dados compilados pelo Censo |
Natal registrou uma perda de 52.439 habitantes em 2022, comparado a 2010. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (28) pelos primeiros resultados do Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa foi realizada mais de dez anos após a edição anterior, de 2010.
Em 2010, o Censo registrou a capital potiguar tinha 803.739 moradores. O número caiu para 751.300 habitantes em 2022, uma redução de 6,52% em relação aos dados anteriores. Essa é a primeira queda registrada desde que a cidade teve seus dados divulgados pelo Censo. De 1970 até 2010, a tendência sempre foi de aumento populacional
No que diz respeito a população total do Rio Grande do Norte, um aumento de 4% foi registrado. Em 2010, a população potiguar era de 3.168.027 habitantes. O número saltou para 3.302.406 residentes em 2022.
Cidades mais populosas Entre as dez cidades mais populosas do estado, Natal, Mossoró e Caicó apresentaram queda no número de habitantes. Por outro lado, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim, Extremoz, Açu e São José de Mipibu registraram alta. Dez cidades mais populosas no Censo de 2022: Natal - 751.932 Mossoró - 264.181 Parnamirim - 252.950 São Gonçalo do Amarante - 115.467 Macaíba - 81.584 Ceará-Mirim - 78.486 Extremoz - 61.381 Caicó - 61.160 Açu - 56.482 São José do Mipibu - 47.279 Dez cidades mais populosas no Censo de 2010: Natal - 803.739 Mossoró - 259.815 Parnamirim - 202.456 São Gonçalo do Amarante - 87.668 Macaíba - 69.467 Ceará-Mirim - 68.141 Caicó - 62.709 Açu - 53.227 Currais Novos - 42.652 São José de Mipibu - 39.776
O que é? O Censo é uma pesquisa realizada periodicamente pelo IBGE com o objetivo de coletar dados sobre a população brasileira. A partir deles, se torna possível traçar um perfil socioeconômico do país, já que identifica características como idade, sexo, cor ou raça, renda, religiosidade, escolaridade, além de informações sobre saneamento básico dos domicílios. Todos os municípios do país recebem o Censo, e ele é importante por servir como norteador para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas, além de auxiliar na realização de investimentos públicos e privados. Normalmente, o Censo acontece a cada dez anos, mas a edição atual foi adiada duas vezes, primeiramente pela pandemia de Covid-19, que impediu a realização em 2020, e depois por cortes orçamentários do governo Jair Bolsonaro, que impediram a realização em 2021.
Tribuna do Norte


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