Advertisement

Responsive Advertisement

Atuação de Lula no exterior tem efeito limitado




Um dos principais objetivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu 3º mandato é “recolocar o Brasil no mundo”. O chefe do Executivo já passou 49 dias no exterior. É um esforço para aparecer em fóruns internacionais defendendo o fim da fome e da desigualdade no planeta. O petista também fez comentários controversos sobre a guerra na Ucrânia, chegando a sugerir (depois recuando) que tanto esse país como a Rússia tinham responsabilidades equivalentes pelo conflito.

Agora, a participação de Lula na cúpula do G20, realizada na Índia no último fim de semana, foi resumida nos jornais internacionais a um assunto principal: como o Brasil atuou nos bastidores para que a declaração final do encontro não condenasse a Rússia pela guerra na Ucrânia. A fala de que o presidente russo, Vladimir Putin, não seria preso se viesse ao Brasil também ganhou espaço na esteira do 1º assunto.

Nas edições de domingo (10.set.2023) e desta 2ª feira (11.set.2023), foram mínimas as menções ao Brasil e a Lula nos principais veículos jornalísticos do mundo. O Financial Times e o Guardian, por exemplo, apenas citaram a controversa declaração de Lula sobre a não prisão de Putin no Brasil.

A tentativa de indignar o mundo contra a fome e a desigualdade social, uma de suas principais bandeiras rumo ao Prêmio Nobel, passou ao largo do noticiário.

O presidente brasileiro apesar do resultado tímido, parece estar convencido de que deve manter a estratégia: na 6ª feira (15), parte para uma viagem na qual visitará Cuba e depois emenda com Nova York, onde vai falar na abertura da Assembleia Geral da ONU.

Tribuna do Norte

Postar um comentário

0 Comentários