Advertisement

Responsive Advertisement

Bolsonaro sobre Cid: “É como ser acusado de ter maltratado um marciano”

Ex-presidente questiona as investigações contra seu entorno por acusações de fake news e de tentativa de golpe e diz não temer a delação de Mauro Cid

Foto: Natanael Alves/ PL


O ex-presidente Jair Bolsonaro reclamou, em entrevista à Folha, das investigações que miram seu entorno. “É como ser acusado de ter maltratado um marciano”, comparou, ao comentar os processos sobre fake news no contexto da delação premiada de Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. “Qual é a tipificação de fake news no Código Penal? Não tem. (…) Não existe isso aí. Por que se abre um inquérito dessa forma, e os inquéritos duram para sempre? Qual é a intenção?”, questionou.


Ao longo da entrevista, Bolsonaro minimiza a relevância de Cid em sua gestão. Diz que ele era de sua confiança e fez um bom trabalho, mas que “ele não participava de nada” importante, como as reuniões que o ex-presidente teve com Vladimir Putin e Donald Trump, ou mesmo das conversas que mantinha com generais de quatro estrelas.

“Ele era de confiança. Tratava das minhas contas bancárias. Cuidava de algumas coisas da primeira-dama [Michelle Bolsonaro] também. Era um cara para desenrolar os meus problemas. Um supersecretário de confiança. Fala inglês, é das forças especiais, é filho de um general da minha turma [Mauro Lourena Cid]. Mas ele não participava [de decisões relevante]”, descreveu.

O ex-presidente também reclamou da homologação do acordo de delação de Cid pelo STF. “Ministros do Supremo foram contra as prisões da Lava Jato que obrigavam o cara a falar. E [os delatores] falavam qualquer coisa, segundo eles, né?”, comentou, voltando a descrever seus gastos pessoais enquanto presidente, para dar uma ideia de como não foram relevantes.

O tema Mauro Cid é finalizado na entrevista com uma palavra de afeto de Bolsonaro. “Nos meus dias de reflexão, eu me coloco no lugar do Cid. E eu tenho um pensamento sobre ele: eu pretendo — e brevemente, se Deus quiser — dar um abraço nele. É só isso que eu posso falar”.

Por O Antagonista

Postar um comentário

0 Comentários