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Na reta final da CPI, MST invade terreno no Ceará

Governo Lula já registra mais invasões de terras pelo MST do que durante toda a gestão Bolsonaro


Na semana que deve marcar o final da CPI, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu mais uma invasão de terra, na segunda (11). Desta vez em Santana do Cariri, no interior do Ceará. A ocupação ocorreu na fazenda Sítio Ventura, latifúndio que pertence à Secretaria de Desenvolvimento Agrário do governo de Elmano de Freitas (PT).

De acordo com informações do próprio movimento social, 85 famílias estão no terreno que possui cerca de 380 hectares. O MST pede que a fazenda seja desapropriada para que passe por reforma agrária e um assentamento seja montado no local.
Diante da insatisfação com Lula, o movimento também busca diálogo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Procurado, o governo federal ainda não se posicionou.

Após a invasão, representantes tiveram reunião com o Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (IDACE), vinculado ao governo de Elmano, para discutir a possibilidade de reforma em outras áreas da região. Nesta quarta-feira, está previsto um encontro com representantes da Secretaria do Desenvolvimento Agrário.

A pasta cearense afirmou que o terreno foi cedido ao ministério em 1954, mas afirmou que o IDACE e o Grupo de Trabalho Institucional de Conflitos Agrários colaboram com as mediações.

Esta não é a primeira vez que o MST recorre as ocupações para pressionar o governo Lula (PT). No mês passado, invadiu terrenos no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte. Já em julho, terras foram tomadas em Pernambuco e Goiás.

Em Petrolina, por algumas horas, uma área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi ocupada. De acordo com o próprio MST, que é historicamente ligado ao PT, a atitude foi uma reação à gestão de Lula. O movimento cobrava o Ministério do Desenvolvimento Agrário por não cumprir a promessa de assentar 1.550 famílias, o que teria sido acordado. Posteriormente, o conflito foi resolvido com o cumprimento de demandas pedidas pelo movimento durante o Abril Vermelho.

Reta final na CPI
Instaurada em maio para investigar as invasões do Abril Vermelho, a CPI do MST deve terminar nesta quinta-feira sem grandes revelações sobre a atuação do movimento. No início dos trabalhos, a base de oposição a Lula tinha maioria no colegiado, o que mudou após um acordo entre o governo e o Centrão.

Nos bastidores, há dúvidas se o texto final do relator Ricardo Salles (PL-SP) será aprovado em plenário. O relatório pedirá indiciamento do deputado federal Valmir Assunção e de um dos fundadores do MST, o atual líder da Frente Nacional de Luta (FNL) José Rainha.

Tribuna do Norte

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