Presidente do STF ministro Luís Roberto Barroso é judeu e diz que o Holocausto foi máquina de morte incomparável (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF) |
Ao resistir dizendo que tentaria evitar problemas confrontando o petista, o ministro avaliou como sensatos os pronunciamentos do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que pediu retratação de Lula, e do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), que expôs que seu amigo e presidente da República feriu seus sentimentos com a referência ao Holocausto.
Barroso disse considerar, tão evidente quanto o fato de o Hamas ser um grupo terrorista, que o tema do Holocausto não deve ser banalizado, porque mexe com sentimentos e com um passado de um sofrimento inimaginável, para judeus como ele. Bem como para quem viu e conhece vítimas, para quem viu as cenas e visitou o Museu do Holocausto, no campo de concentração, em Auschwitz. como o ministro fez.
“Eu fui a Auschwitz. Impossível você avaliar a barbárie que foi aquilo. Aquilo não foi guerra. Foi uma desumanidade mais profunda do que se possa imaginar. O que está acontecendo no Oriente Médio é uma guerra. E aí eu acho possível ter uma visão: Hamas é terrorista, acho que ça va sans dire [é evidente]. Mas é possível ter uma visão duramente crítica da política do Netanyahu, se alguém quiser ter. Mas é uma guerra. Não é um exercício de desumanização das pessoas. Possivelmente a coisa mais impactante que eu já vi na minha vida foi Auschwitz. Eu aí de lá, [foram] dias para se recuperar daquela energia do que aconteceu ali. Então, eu trataria isso com muito respeito e muita seriedade”, concluiu o ministro Barroso.
Diário do Poder
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