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“Ainda há muito a ser feito”, dizem entidades sobre programa de restauração das estradas do RN

Fecomércio RN e Fiern expressam que restauração de estradas são positivas, mas ressaltam outros fatores


A governadora Fátima Bezerra assinou a ordem de serviço para restauração de mais um lote de rodovias estaduais. Foto: Carmem Felix


‌O início das obras de restauração de 210,5 quilômetros de rodovias estaduais foi autorizada no dia 3 de maio pelo Governo do RN, e devem ser iniciadas em junho. Ao AGORA RN, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio RN) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) comentaram os serviços que serão realizados e os impactos à economia. Ambas as entidades exaltam a iniciativa, mas ressaltam que há muito a ser executado.

‌A Fecomércio RN afirmou que vê com otimismo a iniciativa do Governo do Estado em restaurar as rodovias estaduais. “Acreditamos que as obras de recuperação, anunciadas para início em junho, são uma ação importante e necessária, especialmente neste momento em que nosso estado enfrenta o bloqueio na BR-304”, disse Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN.

Sobre o impacto no comércio, Marcelo Queiroz explica que a restauração dessas rodovias terá um impacto positivo no comércio, pois a melhoria das condições das estradas facilitará o transporte de mercadorias e pessoas, reduzindo os custos com frete e minimizando prejuízos para diversos setores.

Porém, o presidente explica que há ressalvas. “No entanto, é importante ressaltar que dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e do próprio Departamento de Estradas de Rodagem (DER) mostram o nível de comprometimento da malha rodoviária do RN. Portanto, ainda há muito trabalho a ser feito”, explicou.

De acordo com Marcelo Queiroz, a Fecomércio RN considera que esta é uma oportunidade para que o poder público pense em Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões, a fim de acelerar a recuperação e manutenção das rodovias. “Por isso, estamos à disposição para debater alternativas e colaborar com as autoridades para superar esse desafio”, finalizou.

Já a Fiern enfatiza que há anos o RN necessita mais do que apenas uma recuperação de malha rodoviária. “Precisa de vias terrestres que possibilitem a mobilidade dos modais rodoviários no transporte de cargas, além do tráfego veicular. Embora ainda sem contemplar importantes estradas que escoam parte representativa da produção industrial, é um socorro bem-vindo”, disse Roberto Serquiz, presidente da federação.

O presidente enfatiza que em nome da competitividade e do desenvolvimento, o Estado precisa urgentemente de um plano de modernidade das estradas. De acordo com ele, para entender isso, basta comparar o RN com estados vizinhos, e observar a quantidade de estradas duplicadas que eles têm em rotas de fluidez da produção e promoção do turismo.

Roberto Serquiz citou a BR-304. “Com a interrupção do tráfego na BR-304, um dos principais modais de carga do estado, muitos setores da indústria estão prejudicados com aumento de custo de transporte, ameaçando também diversos negócios em toda a extensão dessa rodovia, afetando diretamente a economia na manutenção de empregos e geração de renda. As restaurações anunciadas apenas minimizam os reflexos negativos decorrentes dessa situação”, completou.

Agora RN

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