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Prefeita de Parnamirim recebe ameaças de morte e ofensas racistas; Polícia investiga o caso

Além do boletim de ocorrência registrado, Professora Nilda agora conta com escolta armada fornecida pela Guarda Municipal como medida preventiva



A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, conhecida como Professora Nilda (Solidariedade), foi alvo de ameaças de morte e ofensas racistas enviadas por meio de um aplicativo de mensagens. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte confirmou que instaurou um inquérito para apurar os fatos e que a Delegacia Especializada no Combate a Crimes Raciais, Intolerância e Discriminação (DECRID) ficará responsável pela investigação.

De acordo com a polícia, o caso será tratado com prioridade. “Caso de extrema gravidade e repulsa receberá tratamento prioritário pela instituição”, afirmou a corporação em nota oficial. As mensagens, enviadas de um número com DDD 11, de São Paulo, contêm ameaças explícitas, como a de invadir o gabinete da prefeita e “encher a cara dela de bala” em um prazo de 10 dias. Em outro trecho, o agressor a chama de “macaca gorda esquisita”.

A prefeita informou que os ataques ocorrem há pelo menos duas semanas e que foram comunicados à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed). Além do boletim de ocorrência registrado, ela agora conta com escolta armada fornecida pela Guarda Municipal como medida preventiva.

A prefeitura de Parnamirim divulgou nota repudiando os ataques. “Causa repulsa, revolta e indignação os ataques racistas e misóginos contra a prefeita. Esse ato de violência política de gênero não pode prosperar”, diz o comunicado. A nota também destaca a expectativa de que “as autoridades competentes atuem de forma enérgica para prender o responsável ou responsáveis por essas atitudes deletérias”.

As mensagens incluem ainda ameaças de violência contra pessoas negras, integrantes da comunidade LGBTIQIAP+ e praticantes de religiões de matriz africana. “Vou matar o máximo de negros, viados, bixas e macumbeiros que eu encontrar pela frente (sic)”, escreveu o criminoso, que alegou ter problemas mentais diagnosticados, afirmando que, por isso, não enfrentaria punições legais.

A Polícia Civil orienta que qualquer informação sobre o caso pode ser enviada de forma anônima pelo Disque Denúncia, no número 181.

Veja trechos das ameaças:


O Poti

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