Na semana passada, a gasolina havia registrado redução, enquanto o diesel permaneceu estável. Os preços praticados na refinaria servem como referência para o mercado e podem impactar o valor final ao consumidor. Ainda sobre o valor que chega nas bombas, incidem carga tributária, custos logísticos e margens de lucro. A Brava Energia atualiza os valores semanalmente, sempre às quintas-feiras.
O economista Breno Roos, professor do Departamento de Economia da UFRN, esclarece que a alta no preço da gasolina e do diesel pode ser explicada pelo aumento do preço do barril no mercado internacional. Isso porque a Refinaria local não atua na produção destes combustíveis, sendo um ponto de escoamento dos produtos comprados em distribuidoras nacionais e importados de outros países.
O aumento dos derivados do petróleo no mercado internacional acontece diante da tensão entre EUA e Irã, além da indefinição do conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o país iraniano produz, em média, cerca de 3,2 milhões de barris/dia. O valor representa cerca de 4% da produção mundial de petróleo bruto. “O Irã é um importante produtor e controla as rotas de escoamento do petróleo naquela região [Oriente Médio]”, aponta Breno Roos. O economista lembra, ainda, que o preço dos derivados na Clara Camarão também recebe influência da cotação do dólar, que está em baixa.
Sobre os impactos para o consumidor final, Breno Roos observa que os reflexos dependem dos preços praticados por outras distribuidoras. “A gente não espera um repasse significativo nos postos. Foi uma variação muito pequena e esse produto que é vendido pela Clara Camarão não é capaz de suprir todo o nosso mercado. Dependemos do produto vendido por distribuidores”, aponta.
Tribuna do Norte

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