O episódio, no entanto, não está encerrado como mostram os protestos realizados por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em rodovias do estado, no início da semana. Entre as reivindicações está a destinação de áreas no DIBA para assentamento de famílias. O direito à manifestação é legítimo, mas a pressão política não pode substituir critérios técnicos quando se trata de definir o futuro de um dos principais polos de agricultura irrigada do estado.
O DIBA é um ativo estratégico do estado. Trata-se do único projeto público de irrigação plenamente operacional do Rio Grande do Norte, resultado de décadas de investimentos, planejamento e aperfeiçoamento. Sua vocação sempre foi viabilizar fruticultura irrigada de alta tecnologia, com foco em produtividade, escala e acesso aos mercados nacional e internacional. Qualquer alteração em seu modelo de ocupação precisa respeitar essa lógica.
A fruticultura irrigada no DIBA exige escala, capital e tecnologia para ser economicamente sustentável. Estudos do Banco do Nordeste e da Embrapa mostram que os custos operacionais, especialmente energia elétrica, manutenção e irrigação, são elevados e só se equilibram com altos níveis de produtividade. O fracionamento da área em pequenos lotes familiares, sem garantia de capacidade financeira e tecnológica, amplia o risco de inviabilidade.
O sistema do DIBA funciona por meio do rateio de custos entre os produtores. Caso novos ocupantes não consigam arcar com suas obrigações, o desequilíbrio recai sobre todo o distrito, elevando despesas, reduzindo competitividade e colocando em risco cerca de três mil empregos diretos e indiretos. Trata-se de um efeito em cadeia que pode comprometer toda a economia do Vale do Açu.
O Rio Grande do Norte dispõe de extensas áreas onde projetos dessa natureza podem ser estruturados com maior coerência econômica e social. Transferir esse debate para dentro de um perímetro irrigado consolidado, concebido para outro modelo produtivo, cria tensões desnecessárias e riscos evitáveis.
A agenda da agricultura familiar é legítima e deve ser fortalecida, mas não à custa da desestruturação de um projeto consolidado e funcional. O Rio Grande do Norte dispõe de outras áreas onde políticas de assentamento podem ser implementadas com apoio adequado, sem sacrificar a única infraestrutura de irrigação que projeta o estado para o mercado global.
No fim das contas, preservar o funcionamento desse distrito irrigado é preservar empregos, renda e a própria credibilidade das políticas de desenvolvimento agrícola do estado. Prudência, nesse casoé uma necessidade estratégica.
O DIBA é um ativo estratégico do estado. Trata-se do único projeto público de irrigação plenamente operacional do Rio Grande do Norte, resultado de décadas de investimentos, planejamento e aperfeiçoamento. Sua vocação sempre foi viabilizar fruticultura irrigada de alta tecnologia, com foco em produtividade, escala e acesso aos mercados nacional e internacional. Qualquer alteração em seu modelo de ocupação precisa respeitar essa lógica.
A fruticultura irrigada no DIBA exige escala, capital e tecnologia para ser economicamente sustentável. Estudos do Banco do Nordeste e da Embrapa mostram que os custos operacionais, especialmente energia elétrica, manutenção e irrigação, são elevados e só se equilibram com altos níveis de produtividade. O fracionamento da área em pequenos lotes familiares, sem garantia de capacidade financeira e tecnológica, amplia o risco de inviabilidade.
O sistema do DIBA funciona por meio do rateio de custos entre os produtores. Caso novos ocupantes não consigam arcar com suas obrigações, o desequilíbrio recai sobre todo o distrito, elevando despesas, reduzindo competitividade e colocando em risco cerca de três mil empregos diretos e indiretos. Trata-se de um efeito em cadeia que pode comprometer toda a economia do Vale do Açu.
O Rio Grande do Norte dispõe de extensas áreas onde projetos dessa natureza podem ser estruturados com maior coerência econômica e social. Transferir esse debate para dentro de um perímetro irrigado consolidado, concebido para outro modelo produtivo, cria tensões desnecessárias e riscos evitáveis.
A agenda da agricultura familiar é legítima e deve ser fortalecida, mas não à custa da desestruturação de um projeto consolidado e funcional. O Rio Grande do Norte dispõe de outras áreas onde políticas de assentamento podem ser implementadas com apoio adequado, sem sacrificar a única infraestrutura de irrigação que projeta o estado para o mercado global.
No fim das contas, preservar o funcionamento desse distrito irrigado é preservar empregos, renda e a própria credibilidade das políticas de desenvolvimento agrícola do estado. Prudência, nesse casoé uma necessidade estratégica.
Tribuna do Norte

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