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Sem votação no Senado, caminhoneiros ameaçam greve contra atraso da MP do Frete

A medida está parada no Senado há três semanas, após aprovação na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, avalia-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trava a inclusão do tema na pauta do Plenário.




A uma semana de perder a validade, a Medida Provisória do Frete volta a gerar tensão entre caminhoneiros e o Congresso Nacional. O texto endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera regras do transporte rodoviário de cargas. A apuração é de Jenifer Ribeiro da CNN Brasil.

A medida está parada no Senado há três semanas, após aprovação na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, avalia-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trava a inclusão do tema na pauta do Plenário.

Na semana passada, o presidente Lula afirmou que o texto seria votado na terça-feira (7). A medida, porém, não constou da ordem do dia do Senado nessa data.

A MP perde validade em 16 de julho. Caso não seja aprovada até o prazo, as mudanças deixam de produzir efeitos e o texto perde eficácia.

O presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, pressiona governo e Congresso pela aprovação. Segundo ele, os caminhoneiros podem entrar em greve se a votação não ocorrer a tempo.

A categoria argumenta que a proposta é necessária para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. O objetivo é impedir pagamentos abaixo da tabela fixada pela ANTT.

Durante a tramitação, o relator reduziu multas para contratantes que descumprirem o piso e flexibilizou punições a empresas reincidentes. O texto também converte em advertência multas aplicadas antes da publicação da futura lei e perdoa penalidades referentes a 2022, ponto criticado pela oposição.

Caminhoneiros defendem a aprovação da MP, enquanto agronegócio, indústria e embarcadores criticam o endurecimento da fiscalização. Para esses setores, as novas regras elevam custos logísticos e geram insegurança jurídica, o que trava o avanço da proposta no Congresso.

98 FM de Natal

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