A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nesta quinta-feira (23) aceitando o pedido de desculpas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu enteado, encerrando publicamente um dos episódios mais tensos da crise familiar que abalou os bastidores do partido nas últimas semanas.
"Recebi suas palavras com muita paz. Quero te agradecer por sua sinceridade", afirmou Michelle no vídeo divulgado no Instagram. "Todos nós cometemos erros, isso é humano, e o seu gesto de vir ao público para pedir desculpas tem muito valor e poucos homens teriam coragem de fazer isso."
A resposta veio horas depois de Flávio publicar sua própria gravação, na qual reconheceu "momentos que causaram desconforto" e reforçou que "nunca foi minha intenção desrespeitar ninguém". No vídeo, o senador destacou o trabalho de Michelle no PL Mulher e o cuidado dela com o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje sob restrições de visitas até dos próprios filhos. Ele também renovou o convite para que a ex-primeira-dama caminhe ao seu lado na campanha: "Renovo aqui o convite para caminharmos juntos na missão de defender o Brasil e honrar o nosso maior líder, Jair Messias Bolsonaro."
Michelle, que curtiu a publicação do enteado, respondeu afirmando que os propósitos dos dois são os mesmos e que desentendimentos pessoais não podem se sobrepor ao "bem do povo": "Por isso, aceito o seu pedido. Eu te desculpo. Vamos sentar, vamos conversar, ajustar os detalhes e juntos vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil."
O contexto da crise
O racha entre os dois havia se tornado público no fim de junho, quando Michelle afirmou ter recebido uma "punhalada" do enteado, em referência a articulações políticas da família em torno das eleições no Ceará no ano anterior. Desde então, o desgaste vinha sendo apontado como um obstáculo à unidade do PL na costura de apoios para a pré-candidatura presidencial de Flávio.
O timing da reconciliação não é casual: os vídeos foram publicados apenas dois dias antes da convenção do partido que deve oficializar Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República, em um movimento avaliado por analistas como uma tentativa estratégica de selar a paz interna e evitar que a disputa familiar comprometa a largada da campanha.
96 FM de Natal

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