O Sindicato aponta que a insuficiência de servidores prejudica atividades básicas, como revistas nas celas e visitas sociais, além de aumentar os riscos de fugas. A entidade também denuncia a inoperância do sistema de monitoramento de um dos pavilhões e a desativação das guaritas de segurança do complexo. Para o SINDPPEN, essas condições contribuíram para a fuga de 11 detentos ocorrida em 31 de julho.
Diante do cenário, o sindicato solicitou à Justiça a suspensão das visitas sociais por dez dias, com o objetivo de permitir a elaboração de um plano emergencial de segurança envolvendo o Governo do Estado, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e os policiais penais. A entidade também cobra o reforço do efetivo, a recuperação dos equipamentos de monitoramento e a retomada dos protocolos de segurança.
A presidente do SINDPPEN, Vilma Batista, criticou a atuação do Estado e afirmou que os problemas são denunciados desde 2023. Ela também citou dificuldades nas condições de trabalho, como equipamentos de proteção e materiais de segurança, e informou que a categoria avalia a possibilidade de paralisação.
A Seap, por sua vez, contestou parte das denúncias. A secretaria afirmou que mantém rondas, revistas preventivas e inspeções nas unidades e negou que a cela relacionada à fuga tenha ficado sem revista. Sobre os coletes balísticos, informou que uma nova aquisição, superior a R$ 1,8 milhão, está em andamento, com entrega prevista para o próximo mês. A pasta não divulgou detalhes sobre a frequência das revistas, alegando questões de segurança.
O caso evidencia um conflito entre as denúncias do sindicato e a posição oficial da Seap, enquanto a Justiça é acionada para avaliar medidas emergenciais diante dos problemas de segurança e da superlotação do Complexo de Alcaçuz.
Com informações da Tribuna do Norte

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