Arrecadação mensal continua superior a R$ 10 mi, mas serviços continuam precários em Alto do Rodrigues

Pacientes tiveram que voltar para suas casas porque o transporte para Mossoró não apareceu no local de partida l

Nas mídias sociais na internet, o município de Alto do Rodrigues pode até parecer em constante crescimento social e estrutural como de fato, vinha acontecendo na última gestão do ex-prefeito Nixon Baracho (PSDB), com a construção de um conjunto habitacional com quase 400 casas, abertura da casa de apoio a saúde em Natal, reforma de escolas e reestruturação do hospital municipal, construção da rodovia ligando o centro urbano a zona rural do município, só para destacar alguns avanços.

Quando o então prefeito deixou a prefeitura no final de seu segundo mandato em dezembro de 2024, ainda deixou recursos conquistados para a construção de uma escola, creche e pavimentação asfáltica. Sem falar que concluiu cerca de 50% da obra do saneamento, hoje funcionando a pleno vapor no conjunto Néo Baracho.

Todas essas obras são de fundamental importância para município, mas foram descontinuadas pela atual gestão da prefeita Raquel Lemos (PP), que por sua vez propaga um trabalho que não conduz com a realidade vivenciada pela comunidade.

A imagem que a prefeita Raquel Lemos tenta "vender" do município nas redes sociais não condiz minimamente com a realidade que chega na ponta, conforme reclamações de populares.

A própria gestão em menos de um ano sofreu a primeira crise quando dois secretários (agricultura e obras) entregaram as pastas, alegando suposta falta de autonomia. Mais tarde, a crise chegou diretamente no gabinete da prefeita quando o vice-prefeito, Richard Vannute (MDB) se afastou da gestão e do grupo político liderado pela mandatária.

Com o afastamento político do vice, veio uma segunda crise com as evidências de que o ordenador do gabinete do executivo, passou a ser o secretário municipal de governo e esposo da prefeita.

Enquanto a prefeita faz propaganda para os seus candidatos nas redes sociais, "quem paga o pato" pela falta de compromisso com a coisa pública é a população, que por sua vez pode dá o troco nas urnas a começar pelas eleições do próximo domingo, 4 de outubro.

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