Reajuste: botijão de gás deve custar R$ 130 no RN



O preço médio do botijão de gás de cozinha (13 kg) já subiu 9,4% no Rio Grande do Norte em 2026, passando de R$ 105,98 na primeira semana de janeiro para R$ 115,95 na segunda semana de setembro, segundo o Levantamento de Preços de Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com o novo reajuste anunciado nesta quarta-feira (16), de R$ 4 a R$ 4,50 pelas distribuidoras, o impacto no bolso do consumidor será ainda maior e o preço pode chegar a R$ 130. Se o valor máximo previsto chegar às distribuidoras, a alta acumulada do botijão no RN, desde o início do ano, poderá chegar a 22,7%, ou R$ 24,02 a mais.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Singás-RN), Ivo Lopes, o impacto do novo reajuste para o consumidor final dependerá do estoque de cada empresa revendedora. Os repasses já começaram a ser aplicados pelos estabelecimentos que adquiriram estoques com o novo preço.

O levantamento de preços da ANP, referente ao período de 6 a 12 de setembro, aponta que o preço médio do GLP chegou a R$ 115,95 no RN. Em comparação com a semana anterior, quando o valor era de R$ 114,33, houve alta de 1,4%. O preço registrado no estado foi o segundo maior do Nordeste, atrás apenas do Maranhão, onde o botijão era vendido, em média, por R$ 125,47.


Ivo Lopes esclarece que o levantamento da ANP considera os valores do gás de cozinha para o consumidor que retira o produto diretamente na revenda. Com o reajuste, esse valor vai ficar na média de R$ 121, enquanto o preço com a entrega vai passar de R$ 125 para R$ 130. “Cada revenda pode ter seu preço de acordo com seu custo”, esclarece.

O presidente do Singás/RN ainda explica que o reajuste atual acontece em todo o país e o preço de R$ 130 será praticado de forma descentralizada no RN: “Não é só aqui no estado, mas em todo Brasil. O motivo é a convenção coletiva [dos trabalhadores] que é negociada todo mês de setembro, além [dos efeitos] da guerra entre Irã e Estados Unidos.”

O gerente-comercial Ângelo Macedo trabalha em uma distribuidora de água e gás na Cidade Alta, zona Leste de Natal. Ele afirma que, na empresa, o repasse para o consumidor deve começar somente a partir de 1º de outubro, porque o último estoque adquirido pelo estabelecimento junto à refinaria ainda não sofreu alteração.



“Só podemos repassar quando recebermos a nota fiscal com o valor atualizado”, destaca.

Atualmente, ele aponta que o preço do gás de cozinha na refinaria está em torno de R$ 86, e na distribuidora em que trabalha está sendo vendida para os consumidores por R$ 120. “Esse é o valor para o pagamento à vista, mas se for cartão de crédito repassamos por R$ 125. Também temos a modalidade de retirada diretamente aqui [na nossa distribuidora], na qual o valor fica R$ 115 à vista”, completa.

Adriano Nogueira, gerente do escritório de uma distribuidora no bairro Dix-Sept Rosado, zona Oeste de Natal, também afirma que o novo reajuste ainda não está sendo aplicado pelo estabelecimento. Segundo ele, o repasse vai começar a partir da próxima segunda-feira (21), quando o valor será fixado entre R$ 115 e R$ 118. Até o fim desta semana, o preço deve ser mantido em R$ 113.

Em resposta à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a ANP disse que os preços dos combustíveis são estabelecidos em função de diversos fatores, incluindo custos de aquisição, margem líquida de remuneração e padrão de concorrência existente em cada mercado, e acontecem mediante a liberdade de preços em todos os elos da cadeia de combustíveis.

“Existe o regime de liberdade de preços definido em lei, cabendo a cada agente econômico (refinarias, distribuidores e postos de combustíveis) estabelecer seus preços de venda, em um cenário de livre concorrência”, completa.

Tribuna do Norte

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