Segundo a polícia, o homem foi ao estabelecimento para fazer compras e apresentava sinais de embriaguez. Ao passar pelo caixa onde a vítima trabalhava, ele teria cometido atos de importunação sexual ao encostar as partes íntimas na cadeira utilizada pela funcionária durante o atendimento.
Ainda de acordo com a investigação, o investigado pediu o número de telefone da vítima e, depois, fez comentários depreciativos sobre a capacidade intelectual dela a outra funcionária do supermercado.
A situação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento e presenciada por clientes. Durante a apuração, algumas pessoas relataram à polícia que o homem teria adotado comportamento semelhante com outras mulheres na cidade.
A vítima, a funcionária que a acompanhava durante o treinamento e o representante legal da rede de supermercados prestaram depoimento.
🔎O crime de importunação sexual ocorre quando alguém pratica ato libidinoso sem o consentimento da vítima, com o objetivo de satisfazer a própria vontade ou a de terceiros. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos, conforme a Lei 13.718/2018.
Vítima recebeu medidas protetivas
Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentou abalo psicológico após o episódio e passou a receber acompanhamento da rede de saúde local.
Durante a investigação, a polícia solicitou à Polícia Científica do Rio Grande do Norte a realização de um exame pericial psicológico da mulher.
Após receber acolhimento e orientação, a vítima pediu medidas protetivas de urgência, que foram concedidas pela Justiça. Entre as determinações está a proibição de qualquer tipo de contato do investigado com a vítima, inclusive no ambiente de trabalho.
Além da importunação sexual, o homem foi indiciado por conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.
O caso foi investigado no âmbito da Operação Mulher Segura, que tem como objetivo reforçar o enfrentamento à violência contra a mulher.
Como denunciar?
O crime de importunação sexual pode ser denunciado em qualquer delegacia, mas o mais indicado são as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
Do G1RN


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