O gabinete de Mendonça afirmou que o depoimento foi realizado “por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”. Ressaltou, ainda, que se trata de “ato processual regular”.
O procedimento foi conduzido pelo juiz auxiliar João Azambuja, auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, conforme revelado pelo Metrópoles, na coluna Igor Gadelha.
Também esteve presente um representante do Ministério Público Federal (MPF). Não havia, no entanto, nenhum membro da Polícia Federal, o que provocou críticas de integrantes da corporação e desconfianças de que estariam negociando uma delação premiada.
O gabinete do relator explicou que a ausência de representantes da PF está de acordo com resoluções de 2015 e de 2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que garante o afastamento da equipe policial em determinados tipos de depoimento.
Na sexta-feira (28/8), Vorcaro voltou a prestar depoimento no âmbito da Operação Compliance Zero. Desta vez, a oitiva foi prestada diretamente à Polícia Federal, por meio de videoconferência.
Por meio de nota, Mendonça confirmou o encontro, que ocorreu antes de o ministro assumir a relatoria do caso Master no Supremo, em fevereiro deste ano. Segundo ele, a reunião ocorreu por iniciativa do empresário, e ele “se limitou a ouvi-lo sobre precatórios”.
A divulgação do material ocorre um dia após a divulgação do relatório da Polícia Federal que mostra trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidir se o caso será levado ao plenário.
Metrópoles

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