A equipe econômica realizou o cálculo em agosto. A análise compara o custo das políticas atuais com o limite do teto de gastos. A projeção indica falta de recursos a partir de 2028. Em 2027, não haveria déficit. O Orçamento já prevê despesas discricionárias de R$ 222,1 bilhões para o ano.
Os números apontam uma diferença de R$ 15,8 bilhões em 2028 e R$ 14,9 bilhões em 2029. Em 2030, o déficit atinge R$ 23 bilhões. O governo justifica a necessidade de cortes nos próximos anos. O esforço ocorrerá por meio da reavaliação de projetos e repriorização de recursos.
O Ministério do Planejamento declarou que os números exigem cautela. A pasta classifica os dados apenas como um exercício contábil. “A diferença não indica descumprimento do arcabouço fiscal nem desequilíbrio nas contas”, afirmou o ministério. O órgão argumenta que a projeção antecipa escolhas de cada orçamento.
Revista Oeste
Reportagem de Vanessa Araújo


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