Metadata/Grupo Dial: Segundo voto concentra indefinição e amplia disputa pelo Senado na véspera da eleição no RN


A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado chegou a véspera da eleição com um elemento que ganhou destaque no Repórter 98 Especial deste sábado (3): o elevado percentual de eleitores que ainda não indica uma escolha válida para o segundo voto. A análise da última pesquisa Metadata/Grupo Dial mostrou diferenças importantes entre a primeira e a segunda escolhas e um cenário em que a definição dessa segunda opção pode ter peso relevante no resultado deste domingo (4).

Na primeira escolha estimulada, Styvenson Valentim (Podemos) registra 33,86%, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 16,46%, e Samanda de Lula (PT), com 15,81%. Zenaide e Samanda estão tecnicamente empatadas considerando a margem de erro. Rafael Motta (PDT) aparece com 6,80% e Coronel Hélio (PL), com 5,55%. Nesse cenário, 7,48% não sabem ou não responderam, 5,26% afirmam que não votariam em nenhum dos nomes apresentados e 3,82% indicam branco ou nulo. Somadas, essas três respostas representam 16,56% da primeira escolha.

Segundo voto tem 34% sem indicação de candidato

É no segundo voto que a indefinição cresce. Zenaide aparece numericamente à frente, com 16,01%, seguida por Coronel Hélio, com 13,34%. Os dois estão tecnicamente empatados. Rafael Motta registra 10,81%, Styvenson, 10,27%, e Samanda, 9,35%. Os três também estão tecnicamente empatados entre si e com Coronel Hélio dentro da margem de erro.

Mais relevante para a análise apresentada no programa é o tamanho do contingente que não indica um dos candidatos na segunda escolha: 18,09% não sabem ou não responderam, 10,29% dizem que não votariam em nenhum dos citados e 5,75% declaram branco ou nulo. Juntos, esses grupos correspondem a 34,13% das respostas do segundo voto. O percentual é superior, por exemplo, aos 33,86% registrados por Styvenson na primeira escolha estimulada, comparação utilizada no programa para dimensionar o espaço ainda existente no segundo voto.

Outro movimento destacado foi o desempenho de Coronel Hélio no segundo voto. Ele passou de 9,24% na rodada Metadata/Grupo Dial divulgada em 25 de setembro para 13,34% na pesquisa de 2 de outubro. Durante o Repórter 98 Especial, a evolução foi relacionada, como análise dos comentaristas, à reta final de campanha e à passagem de Flávio Bolsonaro pelo estado. Os dados das duas rodadas confirmam a variação nos percentuais, mas a pesquisa, por si só, não permite atribuir a mudança a um evento específico da campanha.

Quando são consideradas conjuntamente as duas escolhas de cada entrevistado, Styvenson registra 22,06% das respostas, Zenaide aparece com 16,23%, Samanda com 12,58%, Coronel Hélio com 9,45% e Rafael Motta com 8,80%. Tércio Tinôco (União Brasil) tem 1,60% e Sandro Pimentel (PSOL), 1,15%. Nesse cálculo, 12,79% correspondem a não sabe/não respondeu, 7,78% a nenhum dos candidatos apresentados e 4,79% a branco ou nulo. Essas três categorias somam 25,36% das 3.072 respostas possíveis, já que foram consideradas duas escolhas para cada um dos 1.536 entrevistados.

Estruturas políticas podem pesar no domingo

Durante o programa, o comentarista político Rudimar Ramon também analisou a trajetória dos candidatos ao longo da campanha. Ele comparou o cenário atual com a eleição de 2022 e destacou que, na série de levantamentos deste ano, não observou alterações tão acentuadas nas posições de Styvenson e Zenaide. Ao tratar das demais candidaturas, Rudimar ponderou que os movimentos da reta final, a capacidade de mobilização das estruturas políticas e os episódios judiciais envolvendo as campanhas ainda são fatores a serem observados até a votação.

Rudimar também chamou atenção para a mobilização do campo petista em torno de Samanda de Lula e Rafael Motta, avaliando que a atuação da militância na busca pelos dois votos pode influenciar o desempenho das candidaturas. A observação foi apresentada como análise política durante o programa, e não como projeção do resultado das urnas. Os próprios números da Metadata mostram que o segundo voto apresenta percentuais próximos entre diferentes candidatos e uma parcela elevada de respostas ainda sem indicação de um nome.

A indefinição aparece de forma ainda mais acentuada na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam a lista de candidatos. Na segunda escolha, 73,39% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem pretendem votar. Nesse cenário, Coronel Hélio tem 5,83%, Zenaide 4,57%, Rafael Motta 3,72%, Styvenson 3,13% e Samanda 2,77%, todos tecnicamente empatados considerando a margem de erro.

Pesquisa

A pesquisa Metadata, contratada pelo Grupo Dial, ouviu presencialmente 1.536 eleitores em 63 municípios das quatro mesorregiões do Rio Grande do Norte, entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-07217/2026, referente à eleição estadual, e BR-01974/2026, referente à eleição presidencial.


98 FM de Natal

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