Taxas do Tesouro Direto caem forte após novas pesquisas, mesmo com alta do petróleo

Prefixados devolvem toda a alta registrada ao longo de segunda-feira, em dia de pesquisas com Flávio à frente de Lula e de petróleo que chegou a US$ 111 após houthis relatarem ataque à Arábia Saudita

Imagem: reprodução 

As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto recuam com força nesta terça-feira (20), devolvendo toda a alta registrada ao longo do pregão de segunda-feira (19). O Tesouro Prefixado 2029 passou de 12,83% ao ano no fechamento de segunda para 12,63% na atualização das 15h33, queda de 20 pontos-base. É a menor taxa do título desde quarta-feira passada (14).

O movimento começou na abertura e se aprofundou ao longo do dia. Às 9h30, o Prefixado 2029 já recuava 14 pontos-base, para 12,69%. O Prefixado 2032, que abriu em 12,91%, chegou à tarde a 12,81%, ante 13,04% na véspera, e passou a ter a maior queda do dia, de 23 pontos-base. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 12,94% na abertura para 12,84%, recuo de 20 pontos-base em relação aos 13,04% de segunda.

Com isso, os três títulos ficaram abaixo dos níveis do fechamento de sexta-feira (16), de 12,79%, 12,98% e 13,01%, respectivamente. Na segunda, as taxas haviam aberto em queda, mas subiram ao longo da sessão e fecharam nos maiores níveis desde o primeiro turno, entre aberturas e fechamentos.

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 teve a maior queda, de 11 pontos-base, de IPCA + 6,86% para IPCA + 6,75%. Os demais papéis recuaram de 6 a 8 pontos-base. A exceção foi o IPCA+ 2050, que caiu 4 pontos-base na abertura, mas voltou a subir à tarde e pagava IPCA + 6,73%, ante IPCA + 6,74% na segunda.

O movimento ocorre em dia de novas pesquisas eleitorais com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT), a cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Na Real Time Big Data, divulgada nesta manhã, Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48%. Nos votos totais, o placar é de 48% a 45%. A pesquisa foi feita entre 15 e 19 de outubro, já depois do primeiro debate do segundo turno. Na Alfa Inteligência, também divulgada nesta terça, Flávio tem 48,8% dos votos totais e Lula, 45,9%. A Quaest divulga nova pesquisa na quarta-feira (21), e o Datafolha, na quinta-feira (22).

“No Brasil, o grande direcionador das expectativas continua sendo a corrida eleitoral presidencial, com os agentes econômicos reagindo de forma bastante atenta às recentes pesquisas de intenção de voto e às perspectivas sobre o controle das contas públicas”, pontua Rebecca Nossig, estrategista da Nomad.

Com quatro dias úteis para o segundo turno, a disputa continua muito acirrada, pondera a analista Fernanda Schahin, do Goldman Sachs. “Flávio lidera a maioria das pesquisas, mas várias apontam um empate técnico, e a CNN Brasil noticiou uma investigação da Polícia Federal sobre supostos crimes financeiros envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz”, ressaltou Schahin em nota a clientes:

“Não há novos canais oficiais de comunicação entre Teerã e Washington, e isso acaba alimentando a percepção de que o mercado deve trabalhar com uma oferta menor vinda de países do Oriente Médio ao longo das próximas semanas”, observa Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX.

No mercado doméstico, o Ibovespa fechou em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos, com avanço dos bancos e do varejo. O dólar recuou 0,58%, a R$ 5,019.

Infomoney 



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