A Polícia Civil concluiu que não houve motivação política na morte de Arruda. Jorge Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e causar perigo comum, de acordo com a delegada Camila Cecconello, em entrevista coletiva, na sexta-feira, 15. “Não há provas de que foi um crime de ódio, pelo fato de a vítima ser petista”, disse a delegada.
“Embora algumas testemunhas tenham dito que o autor foi até a festa para fazer rondas, e realmente ele tinha o hábito de fazer rondas, outros depoimentos nos levam a crer que ele não foi lá para fazer ronda, ele foi lá para provocar a vítima”, disse a delegada.
Entenda o caso do petista que morreu
Vídeos divulgados na semana passada nas redes sociais mostram o início da discussão que levou à morte do guarda municipal Marcelo Arruda, ex-candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu (PR). No domingo 10, ele e o agente penitenciário federal João José da Rocha Guaranho trocaram tiros em plena festa de aniversário do petista.
Em um primeiro momento, como mostram as imagens das câmeras de segurança, Guaranho chega de carro ao local da festa e grita em direção a Arruda. Ele é recebido com pedradas. O agente penitenciário vai embora, mas volta tempos depois. Ele desce do carro, saca uma arma e, ao que parece, dispara duas vezes em direção ao interior do espaço onde ocorria a festa.
Em outras imagens, é possível ver que Guaranho entra na festa e dispara duas vezes contra o petista. Mesmo caído, Arruda consegue reagir e ferir Guaranho. Na sequência, um colega do petista chuta pelo menos quatro vezes a cabeça do agente penitenciário.
Revista Oeste


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