A nova composição do Congresso Nacional, que toma posse em fevereiro do próximo ano, já trabalha para derrubar o teto de gastos. Independentemente de Jair Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o segundo turno das eleições, os aliados dos dois candidatos já admitem que o atual teto de gastos não será mantido para o próximo governo. Manter o Auxílio Brasil em R$ 600 é um dos principais objetivos.
O teto de gastos foi criado no governo Michel Temer (MDB), depois do impeachment de Dilma Rousseff (PT), e é tido por economistas como um dos principais arcabouços da atual política econômica do país. Por meio da regra, o país não pode aumentar gastos nem investimentos públicos da União pelo período de 20 anos, válido a partir de 2017. Com o teto de gastos, o valor do Orçamento só pode variar de um ano para o outro corrigido pela inflação do período.
O primeiro a falar sobre a derrubada do atual modelo do teto de gastos foi o candidato petista. Em diversas ocasiões na campanha, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai pôr fim à medida, caso volte a comandar o Brasil.
“Como nós vamos recriar essa melhora de vida para as pessoas que todos nós prometemos? Eu posso contar para vocês uma coisa: não haverá teto de gastos no nosso governo”, disse o petista.
Segundo Lula, derrubar o teto não tem a ver com “gastar para endividar o futuro da nação”, mas para investir em produção de ativos rentáveis. “E a educação é um ativo rentável”, afirmou. “Quem vai derrubar o gasto com relação ao PIB é o crescimento econômico, não é o corte orçamentário. Faça a economia crescer que você vai derrubar a diferença.” Os aliados de Lula defendem, sobretudo, a ideia de que os recursos para saúde e educação fiquem fora da regra do teto de gastos.

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