Pedido foi feito por um pai, do Estado norte-americano de Utah, que se irritou com uma lei que permite a retirada de outros livros
![]() Pai ficou irritado por outros livros terem sido removidos | Foto: Reprodução/Pixabay |
“Incesto, onanismo, bestialidade, prostituição, mutilação genital, felação, estupro e até infanticídio”, escreveu o pai em seu pedido, no qual anexou oito páginas da Bíblia, com trechos que ele considera impróprios. “Você, sem dúvida, descobrirá que a Bíblia, sob o código de Utah, não tem ‘valores sérios para menores’ porque é pornográfica pela nossa nova definição.”
Ao Tribune, o porta-voz do distrito escolar disse o pedido do pai será analisado. “Não diferenciamos entre um pedido e outro”, garantiu. “Vemos isso como o trabalho que fazemos.” O prazo para análise é de 60 dias. Nesse caso, houve atraso, porque “mais pais estão questionando os livros”. O pedido foi feito em 11 de dezembro.
Aprovada em 2022, a lei estadual teve apoio fundamental da Utah Parents United, um grupo de pais conservadores que se concentrou amplamente em textos relativos à comunidade LGBT+. A lei prevê que um livro é impróprio se incluir conteúdo sobre “excitação sexual explícita, estimulação, masturbação, relação sexual, sodomia ou carícias”. Entre os livros já interpelados pelo grupo estão o Gender Queer, uma história em quadrinhos sobre a jornada de autoidentidade do autor.
O pai que fez o pedido alegou que a Utah Parents United é “um grupo de ódio supremacista branco” e que o distrito de Davis estaria sendo investigado por racismo. Segundo o Tribune, o Departamento de Justiça dos EUA concluiu, em 2021, que o distrito ignorou intencionalmente por anos o assédio racial “sério e generalizado” em suas escolas.


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