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| O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão plenária na Casa - 09/03/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo |
A intenção de Lula é conseguir que 24 deputados retirem suas assinaturas até a próxima terça-feira — a lista tem 194 assinaturas de 171 necessárias. No Senado, a chance de recuo de um dos 37 senadores é mínima — são exigidos 27.
Pacheco atendeu ao pedido do governo Lula, que vem tentando de tudo para impedir a CPMI — distribuição de cargos na máquina pública, emendas parlamentares e até ameaças de retaliações de verbas. Um grupo de líderes da Câmara encampou o pedido de adiamento: PSB, PSD (do próprio Pacheco), Republicanos, MDB e Podemos.
A oposição reagiu. A Frente Parlamentar da Agropecuária, a maior do Congresso, conseguiu levar parlamentares ao plenário da Câmara para assegurar quórum mínimo caso a sessão do Congresso ocorresse — o esvaziamento também era uma tática para inviabilizar a sessão.
O presidente do Senado, contudo, optou por ceder à pressão de Lula. Mas será um longo dia em Brasília.


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