A
empresa de um servidor do Ministério da Fazenda fechou um contrato sem
licitação no valor de R$ 15,75 milhões com o Ministério das
Comunicações. O objetivo é realizar a capacitação de crianças e
adolescentes de baixa renda em novas tecnologias.
O montante
destinado à empresa foi empenhado (reservado para pagar) no começo de
dezembro e será liquidado antecipadamente em uma única parcela, algo
incomum na administração pública.
A empresa em questão é a Rede
Brasileira de Certificações Pesquisa e Inovação (RBCIP), uma organização
sem fins lucrativos, com sede em Brasília (foto em destaque) e fundada
em 2019. Ela tem como sócio e diretor-presidente o auditor federal do
Ministério da Fazenda Marcelo Fiche.
Em 2013, Fiche era chefe de
gabinete do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e foi afastado por
suspeita de receber propina de uma empresa de comunicação que tinha
contrato com a pasta.
Uma funcionária da empresa, que repassaria
as propinas aos servidores, denunciou o caso na extinta revista Época, o
que gerou uma investigação policial. Mas o inquérito foi arquivado em
2016 após a Polícia Federal (PF) entender que não havia provas de
corrupção.

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