O presidente da Femurn, Luciano Santos, informa que, após análise preliminar da portaria, “identificamos exigências que consideramos onerosas e desnecessárias” para os municípios, como a apresentação de cópias autenticadas da Escrituração Fiscal Digital (EFD), “documento que é essencialmente digital” .
Luciano Santos viajou a Brasília para participar da Mobilização Nacional Permanente, que reunirá pelo menos 700 prefeitos, mas antes comunicou, oficialmente, ao governo, que “tal exigência contraria a lógica de um documento digital e gera dúvidas e dificuldades operacionais para os municípios, considerando que todas as EFDs já estão nos bancos de dados da própria Secretaria de Estado da Fazenda”.
“Não queremos crer que a postura adotada tenha sido intencional para atender a prazos fixados sem a consulta aos municípios e, por isso, sentimo-nos profundamente desapontados com a falha no cumprimento das promessas feitas pelo Governo do Estado”, continuou Santos, para quem a necessidade de apresentação de documentos que já estão sob a guarda da Sefaz, configura, “a nosso ver, uma barreira desnecessária para o exercício do direito de impugnação pelos municípios. Isso apenas dificulta o processo e contraria os princípios de eficiência e economicidade que devem nortear a administração pública”.
Santos reiterou a frustração da Femurn “quanto ao não cumprimento dos compromissos assumidos pela Governadora Fátima Bezerra (PT), por exemplo, em fazer valer o Comitê Interfederativo”, criado pelo decreto nº 32.424/2023 em resposta às reivindicações dos prefeitos”. O Comitê, segundo o dirigente da Femurn, foi instituído com a finalidade de discutir, entre outras questões, as matérias como as tratadas na portaria mencionada, constituindo um espaço direto de comunicação e resolução de problemas entre a Sefaz e os municípios.
“Infelizmente, esse mecanismo não tem sido efetivamente implementado, gerando descontentamento e prejudicando a confiança mútua construída entre o governo estadual e os municípios”, lamentou Santos, que defende a necessidade de ativação e operacionalização efetiva do Comitê Interfederativo.
Em Brasília, o presidente da Femurn acompanha, na terça e quarta-feira (2 e 3), na Confederação Nacional de Municípios (CNM), a busca da aprovação de pautas prioritárias ainda antes do recesso parlamentar para os municípios de todo o país.
Pautas
A aprovação da Emenda 6 à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, que contou com apoio do governo federal durante a XXV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e está na pauta do Plenário do Senado, será um dos destaques do encontro. A proposta da CNM prevê a desoneração permanente da folha de pagamento, o refinanciamento de dívidas dos Municípios com o Regime Geral de Previdência Social, um novo modelo de pagamento para os precatórios e a extensão da Reforma Previdenciária aos Municípios.
Entre os temas que serão cobrados pelo movimento municipalista está a desoneração permanente da folha de pagamento. Outro tema que será reforçado na mobilização é a urgência de um refinanciamento das dívidas previdenciárias e um novo modelo de pagamento para os precatórios.
Tribuna do Norte
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