“Ministros do STF dizem em nota conjunta que Toffoli teria feito tudo certo mas, ao mesmo tempo, Toffoli anuncia que abre mão da relatoria para redistribuição. Quem acham que enganam, a essas alturas? Tentativa explícita de abafar o caso! O impeachment de Toffoli é inevitável!”, concluiu o deputado gaúcho, em publicação nas redes sociais.
Van Hatten e o senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciaram ontem que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) o impeachment do ministro Dias Toffoli. O argumento é de que o ministro Toffoli não teria moral para relatar o caso Master, se recebeu dinheiro de um fundo ligado ao banco, foi citados em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro e tomou decisões que teriam prejudicado a investigação.
Além disso, Van Hatten detalhou que o Novo toma como base para o impeachment os supostos crimes de responsabilidade decorrentes de afrontas às proibições constitucionais de ministros do STF de: proferir julgamento quando, por lei, o juiz seja suspeito na causa; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; e proceder de odo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.
A nota do STF que anunciou a decisão da saída de Toffoli do caso Master foi assinada por dez ministros do STF. O documento destaca que não caberia o pedido para suspeição do ministro, apresentado pela Polícia Federal e reconhece “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli”. Além disso, os ministros demonstram apoio pessoal, ressaltam respeito à dignidade de Toffoli e atestam “inexistência de suspeição ou de impedimento” do ministro.
Diário do Poder


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