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Hattem vê ministros do STF abafando atos de Toffoli: ‘Acham que enganam?’


A iniciativa dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de atestar como legais os atos do colega Dias Toffoli na relatoria da investigação das fraudes bilionárias do Banco Master foi recebida como afronta pelo deputado federal Marcel van Hatten (Novo-RS), na noite desta quinta (12). Para o parlamentar gaúcho, a cúpula da Justiça do Brasil fez uma tentativa de abafar as suspeitas sobre o caso, mas já não se pode impedir o impeachment do ministro Dias Toffoli.

“Ministros do STF dizem em nota conjunta que Toffoli teria feito tudo certo mas, ao mesmo tempo, Toffoli anuncia que abre mão da relatoria para redistribuição. Quem acham que enganam, a essas alturas? Tentativa explícita de abafar o caso! O impeachment de Toffoli é inevitável!”, concluiu o deputado gaúcho, em publicação nas redes sociais.

Van Hatten e o senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciaram ontem que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) o impeachment do ministro Dias Toffoli. O argumento é de que o ministro Toffoli não teria moral para relatar o caso Master, se recebeu dinheiro de um fundo ligado ao banco, foi citados em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro e tomou decisões que teriam prejudicado a investigação.

Além disso, Van Hatten detalhou que o Novo toma como base para o impeachment os supostos crimes de responsabilidade decorrentes de afrontas às proibições constitucionais de ministros do STF de: proferir julgamento quando, por lei, o juiz seja suspeito na causa; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; e proceder de odo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

A nota do STF que anunciou a decisão da saída de Toffoli do caso Master foi assinada por dez ministros do STF. O documento destaca que não caberia o pedido para suspeição do ministro, apresentado pela Polícia Federal e reconhece “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli”. Além disso, os ministros demonstram apoio pessoal, ressaltam respeito à dignidade de Toffoli e atestam “inexistência de suspeição ou de impedimento” do ministro.

Diário do Poder

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