“Há 10 anos essa produção estava na casa dos 70 mil barris por dia, quase o dobro da atual. Isso ocorre porque a Petrobras vendeu seus campos e não tem nem 10% de atuação no RN. As empresas que assumiram não estão com capacidade de investir em razão da queda no preço do barril do petróleo”, explicou Marcos Brasil, lembrando que quando as empresas assumiram as operações o preço do barril estava em torno de 80 dólares e agora está em 71 dólares. Ainda segundo o sindicalista, no ano passado 500 trabalhadores do setor ficaram desempregados no RN.
A TRIBUNA DO NORTE procurou duas das principais empresas que exploram petróleo e gás no RN. A PetroReconcavo não respondeu aos contatos da reportagem. Já a Brava Energia disse que “vem trabalhando e recebendo de forma gradativa as anuências necessárias para a retomada total da produção na região. Além disso, a Brava tem investido em novas tecnologias para aumentar a produção dos campos”.
De acordo com a empresa, a produção total em janeiro deste ano no RN ficou em 19,2 mil barris de óleo equivalente (boe). Marcos Brasil, do Sindipetro, defende a adoção de políticas públicas para driblar a queda. “As forças políticas do Estado devem buscar as empresas para construir com elas um plano de investimento”, falou.
De acordo com a Federação das indústrias do RN (Fiern), o setor de petróleo e gás responde por mais de 40% do PIB Industrial do RN, o que demonstra a importância de manter os investimentos adequados na área.
Tribuna do Norte


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