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RN retoma hemodiálise em Assú após interdição de clínica em Mossoró


O Governo do Rio Grande do Norte retomou, nesta sexta-feira (2), os serviços de hemodiálise para pacientes estaduais no município de Assú, após a interdição do Centro de Diálise de Mossoró, onde duas pessoas morreram na semana passada.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) contratou emergencialmente uma nova clínica em Assú para atender pouco mais de 130 pacientes da região. O serviço na cidade estava suspenso há mais de dois anos, desde um incêndio registrado em dezembro de 2023 na antiga unidade. A nova estrutura recebeu alvarás municipal e estadual, além de habilitação do Ministério da Saúde.

Segundo a Sesap, a medida busca garantir atendimento mais ágil aos pacientes do Vale do Açu, que antes precisavam se deslocar para Mossoró e, após o incidente recente, em alguns casos até para Caicó. Os pacientes afetados pela paralisação em Mossoró foram realocados emergencialmente para clínicas em Mossoró, Caicó e Natal.

O Centro de Diálise de Mossoró atendia 224 pacientes, sendo 208 pelo SUS e 16 por convênios, e foi interditado pela Sesap “até que os fatos sejam apurados e a segurança dos pacientes garantida”. O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária do estado.

A clínica informou que uma intercorrência técnica no equipamento responsável pelo sistema de osmose comprometeu o funcionamento da unidade, o que levou à paralisação temporária das atividades como medida preventiva. A unidade afirmou ainda que segue rigorosos padrões de controle de qualidade da água, com análises laboratoriais diárias e monitoramento mensal por laboratório terceirizado, enviando os laudos à Vigilância Sanitária.

As investigações incluem vistorias realizadas pelas Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, além de perícia da Polícia Científica, que recolheu um filtro com material biológico de uma paciente para análise. O Conselho Regional de Medicina do RN também realizou inspeção na unidade e deve emitir relatório técnico.

O prédio passa por obras em corredores devido à presença de salitre, mas, segundo a Vigilância Sanitária de Mossoró, não há intervenções nas salas onde ocorrem os procedimentos de diálise.

Uma terceira morte, ocorrida fora da clínica, não foi incluída na investigação policial. Marivânia Freire Mendonça, de 36 anos, paciente renal crônica, não conseguiu realizar a hemodiálise no dia da interdição, teve piora no quadro e morreu após ser levada ao hospital, segundo a família.

98 FM de Natal

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