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Após sepultamento, família denuncia troca de fetos em maternidade de Mossoró

Avô relata constrangimento com exumação de corpo e deverá acionar a Justiça


Um conselheiro tutelar procurou a imprensa na manhã desta segunda-feira (15) para denunciar um suposto caso de troca e exumação de fetos em Mossoró.

Segundo Rodrigo Lopes, avô de um dos fetos envolvidos no caso, a criança morreu ainda no ventre da mãe, entre o quinto e o sexto mês de gestação. A gestante foi internada no Hospital Maternidade Almeida Castro após uma consulta realizada no dia 10 de junho.

Após os procedimentos para a retirada do bebê, realizados na sexta-feira (12), Rodrigo e o pai da criança foram ao necrotério da unidade para buscar o corpo e dar início aos procedimentos de sepultamento. Foi nesse momento que, segundo ele, ocorreu a suposta troca.

“Eu, juntamente com o pai, fomos até o necrotério do hospital para buscar o bebê. Existia uma urna com a identificação de uma criança, e ela tinha o nome de uma menina. O maqueiro perguntou se era nossa, e eu disse: não, o nosso é um menino. Então, ele subiu e foi buscar. Depois, ele abriu uma urna e foi localizado um bebê que não tinha identificação. Nós, no ato da comoção e do luto, não atentamos a isso. Retiramos da urna do hospital e enviamos para a funerária. Em seguida, fomos para o cemitério. Por volta das 15h, fizemos o sepultamento”, relatou.

Horas depois, a família foi informada de que o corpo sepultado não seria o da criança.

“Quando cheguei ao meu trabalho, minha filha ligou desesperada dizendo que teríamos sepultado o bebê errado. Fomos à maternidade, o pai da outra criança estava presente, e foi identificada a troca. Fomos até o cemitério, houve a exumação, fizemos a troca e realizamos os sepultamentos”, disse.

Rodrigo afirma que a família identificou uma série de falhas nos procedimentos adotados pela unidade hospitalar e que pretende buscar reparação na Justiça.

“Apesar do luto que estávamos vivendo, pudemos identificar vários erros por parte da equipe da maternidade que precisam ser corrigidos. A dor que eu passei não quero que outras pessoas passem. Quero que o hospital reveja os protocolos de identificação de bebês para que não haja novas trocas. Isso é uma dor imensa. Se não morássemos em Mossoró, como teria sido?”, questionou.

Além do impacto causado à própria família, ele também lamentou os transtornos enfrentados pela outra família envolvida no episódio.

“A situação da outra família também foi grave, mas não quero expor o que eles passaram”, concluiu.

TCM Notícias 


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