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| Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil |
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que a redução da jornada de trabalho poderá exigir a contratação de cerca de 288 mil trabalhadores adicionais a partir de 2027.
Segundo a entidade, a mudança pode pressionar os custos e comprometer o ritmo das obras. O setor já enfrenta escassez de profissionais qualificados, dificuldade para atrair trabalhadores jovens e concorrência por mão de obra com os serviços por aplicativos.
Em nota, a CBIC afirmou que o encarecimento pode reduzir investimentos, provocar atrasos nas entregas e limitar o alcance de políticas públicas voltadas à infraestrutura.
No programa Minha Casa, Minha Vida, as estimativas apontam para uma redução de 30 mil unidades financiadas por ano, em razão do aumento dos custos. O volume equivale a cerca de 6% da média anual de contratações do programa durante o atual mandato presidencial.
Já a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em estudo realizado com a consultoria Ecconit, estima que a redução da jornada poderá elevar em 5,5% o preço final dos imóveis. A associação também alerta que a necessidade de ampliar as equipes em um cenário de escassez de profissionais qualificados pode aumentar os custos, comprometer os cronogramas e dificultar a viabilidade de novos empreendimentos.
Diário do Poder


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