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Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) | Foto: Vittor Sales e Ricardo Stuckert |
O levantamento, feito a partir dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que Flávio terminou a votação de 4 de outubro com um saldo favorável de 2.056.859 votos no conjunto dos quatro maiores colégios eleitorais brasileiros. Juntos, os estados reúnem 74,6 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a 47,03% do eleitorado nacional.
São Paulo teve o maior peso nessa diferença. No estado, que concentra 21,48% dos eleitores brasileiros, Flávio recebeu 51,93% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 38,20%. A vantagem do candidato do PL chegou a 3,4 milhões de votos, a maior diferença absoluta entre os quatro estados analisados.
No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, Flávio alcançou 53,01%, contra 39,41% de Lula. A diferença foi de 1,27 milhão de votos.
Minas Gerais também deu vantagem ao candidato do PL, embora com uma distância menor. Flávio recebeu 48,24% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 43,33%. O resultado representou uma diferença de 588,6 mil votos no segundo maior colégio eleitoral brasileiro.
A Bahia foi o único dos quatro estados onde Lula venceu. O presidente recebeu 66,17% dos votos, contra 28,53% de Flávio, abrindo uma vantagem de 3,22 milhões de votos. Apesar disso, a diferença não foi suficiente para compensar o resultado registrado nos três estados do Sudeste.
O peso desses colégios eleitorais ajuda a dimensionar a disputa que será retomada em 25 de outubro. São Paulo e Minas Gerais, sozinhos, concentram 31,80% dos eleitores aptos a votar no país. Quando somados ao Rio de Janeiro e à Bahia, representam praticamente metade do eleitorado brasileiro.
Com apenas dois candidatos na disputa, os votos destinados aos demais concorrentes e a participação de quem não compareceu às urnas podem modificar o cenário.
Ainda assim, os números mostram o tamanho das diferenças regionais registradas na primeira votação. Mesmo com mais de 66% dos votos válidos na Bahia, Lula terminou atrás de Flávio no conjunto dos quatro maiores colégios eleitorais do país.
Diário do Poder


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