A presidente da Comissão Europeia (UE), Ursula von der Leyen, anunciou neste domingo, 27, que o bloco fechou seu espaço aéreo para os aviões russos. “Eles não poderão pousar, decolar ou sobrevoar o território da UE”, escreveu Ursula, no Twitter. “Incluindo os jatos particulares de seus oligarcas.”
Antes de a UE fechar o espaço aéreo, países da Europa já haviam se movimentado: Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Irlanda, Bélgica, Holanda, Finlândia, Islândia, Bulgária, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Macedônia do Norte, Moldávia, Polônia, República Tcheca e Romênia.
Essas nações decidiram manter fechado o espaço aéreo em retaliação à invasão à Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro.
Swift
Outras medidas já foram tomadas ao redor do planeta contrárias ao governo da Rússia. Entre elas, se destaca a retirada dos bancos russos do sistema global de pagamentos Swift, anunciada pelo UE. Somam-se a isso envio de armas e suprimentos por nações amigas.
Grandes empresas de presença multinacional também começam a se movimentar em favor dos ucranianos. Um exemplo é a Spacex. A companhia dirigida por Elon Musk liberou seu serviço de internet por satélite na Ucrânia a pedido do ministro da Transformação Tecnológica do país, Mykhailo Fedorov.
Resistência ucraniana
Até o momento, os ucranianos resistem. Mesmo depois da chegada das tropas russas a Kiev, capital da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, presidente do país, recusou o conselho dos Estados Unidos para se abrigar no estrangeiro. “A luta está aqui”, afirmou o líder ucraniano. “Preciso de munição, não de carona.”
Zelensky anunciou hoje a criação de uma legião formada por estrangeiros para defender a Ucrânia. Ao fazer a convocação, ele disse “que todos que querem se juntar à defesa da segurança na Europa e no mundo podem vir e ficar lado a lado com os ucranianos contra os invasores do século XXI.”
Negociações de paz
A estratégia de não se render pode levar a uma negociação de paz. Zelensky anunciou hoje que aceitou um encontro entre as delegações da Ucrânia e da Rússia na Bielorrússia. O encontro, porém, ainda não tem data mercada.
“Concordamos que a delegação ucraniana se reúna com a delegação russa sem condições prévias na fronteira ucraniana-bielorrussa, perto do rio Pripyat”, escreveu Zelensk, no Instagram. “Alexander Lukashenko assumiu a responsabilidade de garantir que todos os aviões, helicópteros e mísseis estacionados em território bielorrusso permaneçam no solo durante a viagem, as conversas e o retorno da delegação ucraniana.”
Armas nucleares russas
Vladimir Putin também não se deu por vencido. Segundo informações da agência Reuters, ele pôs armas nucleares de seu país em “posição de alerta grave” hoje, depois de ouvir declarações que considerou “ofensivas” de lideranças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Os países ocidentais não estão apenas tomando ações hostis contra nosso país na esfera econômica, mas altos funcionários dos principais membros da Otan fizeram declarações agressivas sobre nosso país”, declarou Putin, em pronunciamento à TV russa, ao responder o que pensa sobre sanções da Otan.
Um das palavras usadas pelo russo foi “deterrência”. Entre outras interpretações, ela sinaliza impedir um possível ataque provocando um dano ao agressor. O termo é usado como referência a unidades militares que incluem armas nucleares.

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