O cenário global de energia atravessa um período de forte oscilação. Na última semana, a cotação do barril de petróleo Brent saltou de US$ 90 para US$ 120, reflexo do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo governo de Teerã, uma via vital por onde passa um quinto de todo o óleo mundial. Embora falas de Donald Trump tenham ajudado a estabilizar o preço próximo aos US$ 90 nos dias recentes, a Petrobras optou por interromper um intervalo de mais de 400 dias sem reajustes positivos para assegurar a sustentabilidade de suas margens financeiras.
Para o consumidor final nos postos de abastecimento, a companhia projeta que o reflexo no diesel B (que inclui a mistura obrigatória de biodiesel) será de R$ 0,32 por litro. Com o objetivo de conter o avanço dos preços ao cidadão, o Governo Federal zerou os impostos de PIS/Cofins sobre o combustível. Paralelamente, a diretoria da estatal ratificou a entrada da empresa em um programa de subvenção econômica, estabelecido via Medida Provisória, que garante um repasse de R$ 0,32 por litro às companhias do segmento.
Ao somar o aumento aplicado nas refinarias com o benefício da subvenção governamental, a Petrobras obtém um reforço financeiro de R$ 0,70 por litro em seu caixa. A petroleira argumenta que o movimento é necessário e equilibrado, destacando que o diesel ainda registra uma queda real de 29,6% desde dezembro de 2022, quando ajustado pela inflação. A concretização da adesão ao programa federal ainda aguarda a emissão de normas regulatórias complementares pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Diário do Poder

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