A medida, que restringe o acesso às informações até novembro de 2033, foi justificada pela autarquia com base na necessidade de preservar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país.
A classificação foi formalizada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, no contexto da intervenção que resultou na interrupção das atividades da instituição financeira.
Segundo o órgão, a divulgação imediata dos documentos poderia gerar riscos ao sistema financeiro nacional, além de comprometer análises sensíveis em curso. As informações foram obtidas pela CNN.
Em sua fundamentação jurídica, o Banco Central argumenta que o acesso público aos arquivos pode prejudicar atividades de inteligência, bem como investigações e ações de fiscalização relacionadas à prevenção ou repressão de infrações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A decisão, no entanto, passou a ser alvo de questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU). No fim de março deste ano, o ministro Jhonatan de Jesus, relator das investigações sobre a conduta do BC no caso, acionou a autoridade monetária para esclarecer a necessidade e a extensão do sigilo.
Diário do Poder

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