“Eu acho que o plenário pode ter uma surpresa, sim, na hora de abrir o painel, não só pela pessoa do Messias, mas pelo contexto do que está acontecendo, pelo avanço do STF sobre o Senado Federal”, afirmou.
Questionado se a eventual surpresa seria favorável, o senador evitou antecipar um cenário.
“Se vai ser negativa ou positiva, depende para quem. Vamos aguardar”, disse.
Entre parlamentares da oposição, há divergências sobre o desfecho da votação. Alguns senadores reconhecem o preparo técnico e o “notório saber jurídico” de Messias, mas avaliam que sua proximidade com o presidente Lula pode influenciar negativamente.
Há também avaliações de que, em um contexto político diferente — sem a proximidade das eleições e com menor protagonismo recente do STF —, a aprovação seria mais provável. Ainda assim, parte dos parlamentares acredita em aprovação por margem estreita, enquanto outros consideram possível uma rejeição igualmente apertada.
O governo projeta cerca de 50 votos favoráveis. Para ser aprovado no plenário, o indicado precisa alcançar ao menos 41 votos entre os 81 senadores, em votação secreta.
Antes disso, Messias passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), composta por 27 membros. Nessa etapa, é necessária a presença mínima de 14 senadores, e a aprovação depende da maioria dos votos entre os presentes.
Indicado por Lula em novembro do ano passado, Messias intensificou desde então a articulação com senadores em busca de apoio. A indicação foi formalizada em abril e, se aprovada em ambas as etapas, permitirá que ele assuma o cargo de ministro do STF.
Com informações do Diário do Poder


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