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| Impacto ocorre especialmente nos setores de comércio e serviços, que respondem por 79% dos empregos formais do estado| Foto: Magnus Nascimento |
Para a Fecomércio-RN, o impacto ocorre especialmente nos setores de comércio e serviços, que respondem por 79% dos empregos formais do estado. O custo adicional anual no setor de serviços pode chegar a R$ 1,9 bilhão, enquanto o comércio potiguar recebe o impacto anual de R$ 1,1 bilhão.
Ainda como reflexo da mudança, o estudo projeta aumento de preços de até 13%, e alta de 21% na folha salarial. Os cálculos levaram em consideração dados de Caged, Rais e CNC.
A proposta avançou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27), quando a comissão especial que analisa a PEC – que reduz, em duas etapas, a jornada de trabalho no Brasil – aprovou o texto apresentado pelo relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A proposta prevê a redução para 40 horas, com dois dias de descanso semanal, em uma transição de um ano.
Segundo a Fecomércio-RN, parte do aumento dos custos operacionais das empresas deve ser repassado ao consumidor. “Empresas menores podem reduzir vínculos formais e recorrer a contratos intermitentes, terceirização ou MEI; e empresas com margens abaixo de 5% são mais vulneráveis ao fechamento”, explica a entidade.
“O estudo considera que os efeitos sobre emprego e custos ocorreriam no curto e médio prazo, especialmente durante o período de adaptação. Há avaliação de que alguns setores precisariam de dois a três anos para reorganizar custos e processos”, diz a Federação.
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| Economista Arthur Néo, vice-presidente do Corecon| Foto: Divulgação |
O economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN, afirma que o debate sobre o fim da escala 6 x 1 exige análise. Na visão dele, a proposta deveria ser implementada de forma gradual e negociada coletivamente, a começar por setores que estão mais preparados para os impactos.
Pela perspectiva social, Néo afirma que a proposta traz benefícios. “É legítimo o debate sobre a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e a modernização das relações de trabalho”. No viés econômico, porém, há “impactos sobre a produtividade, os custos operacionais e a capacidade das empresas de se adaptarem a essa nova jornada”.
Se a mudança não vier acompanhada de ganhos de produtividade, os preços de produtos e serviços devem ser pressionados. Entre as grandes empresas, explica o economista, o impacto é sentido, mas elas operam com maior margem de lucro e podem adaptar melhor suas operações.
Tribuna do Norte




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