Aspecto do apartamento de luxo atribuído a Lulinha em São Paulo - Foto: divulgação.
A informação foi destacada pelo ex-coordenador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que ressaltou a ligação histórica entre Lulinha e Suassuna. Eles foram sócios na Gamecorp (e na BR4 Participações), empresa ligada a negócios de conteúdo e entretenimento que mantinha contratos com a Oi. Suassuna também figurava formalmente como um dos proprietários (ou “laranjas”) de parte do sítio de Atibaia, cujo dono real a Lava Jato demonstrou ser Lula (PT). Na época, a Polícia Federal e o Ministério Público apontaram indícios de que tanto o apartamento quanto o sítio teriam sido adquiridos ou reformados com recursos provenientes de propinas.
Investigações da Lava Jato registraram que o apartamento foi adquirido por Suassuna em 2009 por cerca de R$3 milhões e passou por reforma estimada em R$1,6 milhão. Lulinha passou a residir no local a partir de 2013, com alegação de pagamento de aluguel de R$15 mil mensais — valor abaixo do mercado, estimado em torno de R$40 mil por perícia da Receita Federal. Registros de quebra de sigilo da época indicaram que nem todos os aluguéis foram quitados no período analisado. Procuradores da força-tarefa chegaram a afirmar que havia indícios de que o imóvel teria sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia a Lulinha, de forma semelhante ao que ocorreu com o sítio de Atibaia.
A menção ao endereço ocorre no contexto da disputa eleitoral de 2026, em que Lula se comprometeu a apresentar documentos de sigilo (próprios e de pessoas próximas, incluindo Lulinha) em processo envolvendo também a campanha de Flávio Bolsonaro. Deltan Dallagnol, que integra a análise desses documentos pela campanha opositora, ressaltou que a informação surgiu antes da entrega completa dos papéis prometidos. A relação entre Lulinha e Suassuna já havia voltado a circular em reportagens recentes, incluindo transferências financeiras do filho do presidente ao empresário que somaram cerca de R$700 mil.
Em investigações anteriores, a família e os envolvidos sempre sustentaram que as relações seriam legítimas, enquanto as apurações da Lava Jato apontavam para esquemas de favorecimento.
Diário do Poder


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