As pontuações do Brasil estão muito abaixo do nível esperado para a faixa etária e da média alcançada por outros países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pela avaliação. Os estudantes do Brasil alcançaram pontuação 379 em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências. A média dos alunos da OCDE foi de 480 em matemática, 482 em leitura e 491 em ciência, um desempenho menor se comparado a edições anteriores, principalmente por causa da pandemia, mas ainda assim muito maior que as notas dos alunos brasileiros.
No ranking geral, o Brasil subiu algumas posições pelo fato de outros países terem piorado, muitos deles pelo fechamento das escolas durante a pandemia. O Brasil está na 65ª posição em matemática, 52ª em leitura e 62ª em ciências. Singapura aparece no topo da lista, com 575 pontos em matemática, 543 em leitura e 561 em ciências. Camboja possui os piores índices com a pontuação de 336 em matemática, 329 em leitura e 347 em ciências. Apesar disso, o país asiático cresceu em todas as áreas: 12 pontos em matemática, 8 em leitura e 17 em ciências.
“A tendência de quem está mais embaixo é cair menos, porque não tem para onde cair. E é essa a situação do Brasil”, aponta João Batista Oliveira, PhD em Educação pela Florida State University. Ele explica também que países com notas extremamente baixas conseguem ter resultados mais relevantes com pequenos avanços, como é o caso do Camboja.
Gazeta do Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores.