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Carnaval 2026: escassez hídrica leva MPRN a recomendar restrições ao ‘Mela-mela’ em Alexandria

Documento orienta suspensão do uso de água potável para limpeza de ruas e recreação devido ao baixo nível dos reservatórios


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu uma recomendação para a Prefeitura de Alexandria acerca das festividades envolvendo o Carnaval de 2026. O documento foca na preservação ambiental devido ao cenário crítico de escassez hídrica na região. Atualmente, os reservatórios que abastecem a cidade enfrentam um esvaziamento preocupante.

A principal preocupação gira em torno do evento conhecido localmente como “Mela-mela”. Essa atividade pressupõe o uso massivo de água potável para a lavagem das vias públicas após o término da festa. Atualmente, Alexandria convive com um racionamento de água severo no dia a dia, com fornecimento apenas uma vez por semana. Nesse contexto, a prioridade absoluta deve ser o consumo humano e a dessedentação de animais.

A Promotoria de Alexandria aponta que a prática do Mela-mela gera um desperdício descontrolado de um recurso finito e essencial. Consequentemente, o órgão ministerial considerou o evento incompatível com a crise atual.

A recomendação orienta que a administração municipal não realize ou fomente atividades que envolvam desperdício hídrico. Isso impede o uso de infraestrutura oficial ou recursos públicos para o “Mela-mela”. Além disso, a gestão deve adotar uma fiscalização rigorosa nas ruas durante a folia. O objetivo é impedir o uso recreativo de mangueiras, carros-pipa ou hidrantes.

As medidas recomendadas também afetam diretamente a iniciativa privada e os blocos de rua. Eles devem ser orientados sobre a proibição do uso irracional da água durante os desfiles. Caso as normas sejam desrespeitadas, os infratores estarão sujeitos à responsabilização administrativa e ambiental.

Campanhas publicitárias de conscientização precisam ser reforçadas imediatamente junto à população. A mensagem deve destacar que a tradição do Carnaval precisa respeitar a preservação dos recursos hídricos.

O município tem um prazo estipulado de 72 horas para se manifestar sobre o documento. A gestão deve informar se acatará os termos e apresentar um plano de ação detalhado. Esse plano precisa garantir a observância do uso racional da água durante todos os dias de festa.

O descumprimento das orientações poderá implicar a adoção de medidas judiciais cabíveis contra os gestores. Entre as possibilidades está o ajuizamento de uma Ação Civil Pública para proteger o patrimônio hídrico local. Assim, espera-se que o evento ocorra sem comprometer o abastecimento básico da população.

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